A implantação do BRT e do SIT em Feira de Santana, marcada pela exclusão da população no processo de planejamento e pela ausência de estudos aprofundados de mobilidade, resultou em um sistema de transporte público fragilizado, evidenciado pela crise de 2015, quando a retirada da frota de ônibus deixou cerca de 600 mil pessoas sem transporte. A resposta emergencial da prefeitura, embora necessária, não foi capaz de solucionar os problemas estruturais do sistema, que permanecem como um reflexo das deficiências no planejamento urbano e na gestão pública. A ação judicial movida pelo Ministério Público do Estado da Bahia contra o município, destacando a baixa qualidade do serviço e a falta de fiscalização, reforça a responsabilização do poder público pelas falhas que prejudicaram a mobilidade urbana. A falta de conformidade com o Estatuto da Cidade e a omissão das autoridades em fiscalizar e planejar adequadamente o desenvolvimento urbano revelam uma cultura de desconsideração pelas normas e pela segurança dos cidadãos, resultando em insatisfação popular, protestos e desafios contínuos para a gestão do transporte em Feira de Santana.
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