Pela primeira vez fora do Rio de Janeiro, a 8ª Conferência Nacional dos Agentes Produtores e Usuários de Dados (CONFEST/CONFEGE) será realizada em Salvador, entre 3 e 5 de dezembro de 2025, no SENAI Cimatec. O evento reunirá especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil do Brasil e do exterior, com foco no fortalecimento do diálogo entre o IBGE e a sociedade e na avaliação do Plano Geral de Informações Estatísticas e Geográficas (PGIEG).
Objetivos da conferência
A CONFEST/CONFEGE tem como objetivo refletir sobre os processos de produção, disseminação e uso de informações estatísticas e geográficas, além de avaliar e revisar o PGIEG, considerando transformações do cenário global da “datificação”. Segundo o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, o evento também promove a descentralização do debate sobre dados e reforça a importância da soberania de dados no Brasil.
Papel estratégico da indústria e desenvolvimento econômico
Carlos Henrique Passos, presidente da FIEB, destacou que dados qualificados são essenciais para decisões estratégicas na indústria. O diretor do SENAI Cimatec, Walter Pinheiro, reforçou que informações como as produzidas pelo Observatório da Indústria e estudos como o Atlas do Hidrogênio Verde podem orientar políticas públicas e estratégias empresariais.
Dados como instrumentos de gestão pública
Autoridades estaduais e municipais ressaltaram que informações do IBGE são fundamentais para planejamento e gestão. O secretário de Planejamento da Bahia, Cláudio Peixoto, afirmou que a conferência contribui como insumo e ferramenta de avaliação de políticas públicas, enquanto o presidente da UPB, Wilson Cardoso, destacou que dados orientam busca por convênios e decisões municipais.
Soberania e futuro dos dados no Brasil
A conferência também abordará a soberania de dados nacionais, considerando que atualmente 78% das informações brasileiras são processadas fora do país, com casos de alteração indevida. Pochmann destacou que a iniciativa busca integrar bancos de dados públicos de oito ministérios e investir em tecnologias preditivas, preparando o país para desafios futuros, incluindo o ponto de inflexão demográfico previsto para 2041.









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