Governo Lula investe R$ 2,21 bilhões em infraestrutura da educação básica na Bahia e amplia programas de permanência, conectividade e formação docente

Na sexta-feira (13/02/2026), o Ministério da Educação (MEC) divulgou o balanço dos investimentos federais na área educacional na Bahia, destacando a aplicação de R$ 2,21 bilhões em infraestrutura da educação básica por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), entre 2023 e 2027. Os recursos estão financiando 225 obras de construção ou conclusão de escolas e creches, além da aquisição de 228 ônibus escolares, e se somam a programas de permanência estudantil, expansão da educação profissional, fortalecimento das universidades e iniciativas voltadas à equidade educacional no estado.

Investimentos estruturais na educação básica

O Novo PAC destinou R$ 2,21 bilhões para a melhoria e ampliação da infraestrutura da educação básica na Bahia. Os recursos estão sendo aplicados em 225 obras de construção e conclusão de unidades escolares, além da aquisição de 228 ônibus escolares, com o objetivo de ampliar o acesso e reduzir a evasão.

Segundo o MEC, esta é a primeira vez que a educação básica foi contemplada diretamente pelo programa, dentro de uma estratégia de fortalecimento da rede pública em parceria com estados e municípios.

Ainda no campo da permanência escolar, o programa Pé-de-Meia beneficiou 405,9 mil estudantes baianos em 2025, o equivalente a 67,6% dos alunos das redes públicas do estado, sendo apresentado pelo governo federal como uma das maiores políticas de incentivo à permanência na escola.

Tempo integral, alfabetização e conectividade

Entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, o Fundeb repassou R$ 439,9 milhões para a criação de 84.456 novas matrículas em tempo integral na Bahia, dentro do programa Escola em Tempo Integral.

O MEC também ampliou a execução do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com resultados que indicam que 37% das crianças do estado passaram a ler e escrever na idade adequada desde o início da política, em 2023. Em 2025, foram investidos R$ 7,3 milhões na instalação de Cantinhos da Leitura e no apoio à rede de articuladores do programa, com R$ 7 milhões destinados a bolsas para 498 profissionais.

Na área de conectividade, a Estratégia Nacional Escolas Conectadas alcançou 66,9% das escolas públicas baianas com internet adequada. Ao todo, 9.920 unidades receberam recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola, na modalidade Educação Conectada, com investimentos superiores a R$ 28,3 milhões.

Expansão da educação profissional e tecnológica

Para a educação profissional e tecnológica, o MEC empenhou R$ 53,6 milhões em 2025. Os recursos do Novo PAC financiaram a construção ou conclusão de oito novos campi de institutos federais no estado, além de 14 obras de melhoria em unidades já existentes.

A estratégia busca ampliar a oferta de cursos técnicos e tecnológicos, com foco na qualificação profissional e na inserção dos estudantes no mercado de trabalho.

Investimentos em universidades e hospitais universitários

Na educação superior, o Novo PAC destinou R$ 42,1 milhões em 2025 para universidades federais da Bahia. Os recursos financiaram 19 obras de consolidação da infraestrutura em campi existentes.

Além disso, os hospitais universitários receberam R$ 11,3 milhões, voltados à melhoria das estruturas de ensino, pesquisa e atendimento à população.

Formação docente e atração de novos professores

O MEC também lançou, em 2025, o programa Mais Professores para o Brasil, que inclui a Prova Nacional Docente. Na primeira edição, o exame registrou mais de 55 mil inscritos na Bahia, com o objetivo de estimular concursos públicos e ampliar o número de professores nas redes públicas.

Outro eixo do programa é o Pé-de-Meia Licenciaturas, que oferece bolsa mensal de R$ 1.050 a estudantes com nota igual ou superior a 650 no Enem e matriculados em cursos presenciais de licenciatura. Na Bahia, a iniciativa beneficiou 458 bolsistas.

Políticas de equidade e inclusão educacional

No campo da inclusão, o MEC implementou a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, criada em outubro de 2025, que promoveu a formação de 3.465 profissionais baianos para atuação com estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades.

Já a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola destinou R$ 9,6 milhões para ações de educação étnico-racial e R$ 3,5 milhões para escolas quilombolas, por meio do PDDE.

No âmbito da educação de jovens e adultos, o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo manteve, em 2025, 833 turmas ativas do Programa Brasil Alfabetizado na Bahia, atendendo populações vulneráveis em espaços comunitários, associações e igrejas.


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