Uma semana de intensos ataques e retaliações em Israel e nos Territórios Palestinos levanta preocupações sobre uma crise de proporções históricas. Profissionais das agências da ONU estão na linha de frente, fornecendo auxílio humanitário em meio a riscos e incertezas durante o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, que completou uma semana. Durante esse período, foram colhidos relatos dos funcionários humanitários atuando em nome da organização em favor da população civil, muitos dos quais se tornaram vítimas fatais dos combates.
Diante das necessidades urgentes de centenas de milhares de deslocados internos em Gaza, as agências da ONU estão oferecendo abrigo, alimentos e cuidados de saúde para um número crescente de pessoas.
Funcionários da ONU na linha de frente
Apesar dos intensos bombardeios em Gaza e dos sérios riscos envolvidos, esses profissionais estão apoiando pessoas que perderam suas casas e não têm para onde ir. Juliette Touma, diretora de Comunicação da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (Unrwa), comentou a situação dos funcionários da agência que atuam em Gaza, destacando que muitos deles perderam entes queridos e casas. Esses funcionários desempenham papéis essenciais na operação humanitária da ONU na Faixa de Gaza, apesar das adversidades. São médicos, enfermeiros, professores, engenheiros, trabalhadores do saneamento, motoristas e logísticos, sendo o núcleo da operação humanitária na região.
Interrupção do abastecimento
Hamada El Bayari, do Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (Ocha) em Gaza, destacou os desafios de obter recursos para a continuidade das operações de assistência. Ele observou que, apesar da resposta da comunidade humanitária, os recursos disponíveis em Gaza não são suficientes. Além disso, houve uma quase completa interrupção da cadeia de abastecimento e os recursos não têm chegado a Gaza. Para os trabalhadores humanitários, tem se tornado extremamente desafiador chegar às áreas afetadas.
Crianças traumatizadas
Salim Oweis, do Escritório Regional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Oriente Médio e Norte de África, enfatizou a situação preocupante das crianças, revelando que mais de 500 crianças já perderam a vida na Faixa de Gaza, com mais de 1,6 mil feridas. Além dos danos físicos, as crianças e suas famílias estão sofrendo danos emocionais e mentais em meio a este evento traumático. Desde 7 de outubro, mais de 423 mil pessoas foram deslocadas em Gaza, com mais de 270 mil buscando refúgio em abrigos da Unrwa, onde recebem alimentos básicos, medicamentos e apoio.








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