Diversidade e animação: Manifestações culturais tomam conta da Lavagem do Bonfim em Salvador

A edição 2024 da Lavagem do Bonfim, tradicional celebração religiosa em Salvador, ganhou vida e cor com uma variedade de manifestações culturais que acompanharam o cortejo da Imagem do Senhor do Bonfim em direção à Colina Sagrada. No ponto de partida, no Comércio, a diversidade tomou conta da festa, com grupos, bandas e artistas reunindo-se para animar a caminhada até a Praça Irmã Dulce, na Cidade Baixa. A organização dessas entidades ficou sob responsabilidade da Empresa Salvador Turismo (Saltur), vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).

Um dos destaques foi a Caravana Cultural de Ouriçangas, representando o leste baiano com o som característico de palmas, pandeiros, reco-reco e agogô. O bumba meu boi e a burrinha, simbolizando a região Nordeste, encantaram os presentes. Everaldo Carneiro de Souza, conhecido como Guiga Poeta, idealizador do projeto, expressou sua alegria em participar: “Salvador é a cidade da alegria, um terreno multicultural, que tem de tudo, e para a gente que faz parte dessa cultura, é muito prazeroso”.

A Associação Cultural Tambores e Cores também fez-se presente, levando ritmo e preservando a tradição cultural. Vagner Santana, responsável pelo grupo, enfatizou a importância de manter viva a cultura: “Quanto mais estivermos aqui para mantermos essa tradição viva para o nosso Senhor do Bonfim, para a padroeira da Bahia, Santa Bárbara, e todos os outros santos e orixás cultuados por nós, para mim não tem remuneração que pague. É muito gratificante.”

O cantor e compositor Reinaldinho, preparando-se para dar um show em sua carroça elétrica, destacou a emoção de participar da Lavagem do Bonfim: “Sair na Lavagem do Bonfim é como no Carnaval, uma loucura para organizar, muita gente para mover, várias pessoas trabalhando. Mas a gente nasceu para isso. Para o artista não tem nada como o calor do público, e na Lavagem do Bonfim, como tem essa questão da fé, a gente fica muito mais empolgado em fazer, porque é uma vez por ano, é especial.”

Mais de 60 entidades culturais, incluindo bandas, músicos e grupos independentes, foram cadastradas pela Saltur, enriquecendo ainda mais a festividade. Entre as participantes, destacam-se o Afoxé Filhos de Gandhy, bloco afro Muzenza, Malê Debalê, Nelson Rufino e bloco Amor e Paixão, Bicicleta Sonora e o Ilê Aiyê. O evento, repleto de expressões artísticas, ressalta a riqueza da diversidade cultural que faz parte da identidade baiana.


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