O Movimento de Resistência Islâmica Hamas confirmou a morte de Ismail Haniya, chefe do gabinete político do movimento, após um ataque realizado em Teerã, capital do Irã. De acordo com o comunicado divulgado pelo Hamas, Haniya foi vítima de um ataque israelense enquanto estava hospedado em uma residência na cidade, onde havia se encontrado após participar da cerimônia de posse do presidente eleito do Irã, Masoud Pezeshkian.
Em um comunicado oficial publicado em seu canal no Telegram, o Hamas expressou condolências aos familiares de Haniya e aos membros do movimento.
“O Movimento de Resistência Islâmica Hamas expressa condolências aos filhos do nosso grande líder palestino Ismail Haniya. O chefe do movimento foi morto como resultado de um traiçoeiro ataque sionista a uma residência em Teerã”, informou a organização.
A declaração também ressaltou a participação de Haniya na cerimônia de posse em Teerã, destacando a proximidade do líder com o governo iraniano.
O governo iraniano, por sua vez, anunciou que está conduzindo investigações sobre as circunstâncias do ataque que resultou na morte de Haniya e de um de seus guarda-costas. A agência de notícias Tasnim, citando o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, relatou que as causas e a extensão do incidente estão sendo analisadas e que os resultados serão divulgados em breve. Até o momento, Israel não emitiu nenhuma declaração oficial sobre o ocorrido ou sobre as acusações do Hamas.
A morte de Ismail Haniya, uma figura central no Hamas, representa um evento significativo no contexto do conflito israelense-palestino e nas relações entre o Hamas e o Irã. O movimento palestino, que mantém uma forte aliança com o governo iraniano, tem sido uma parte ativa na resistência contra Israel, e a morte de seu líder político pode intensificar ainda mais as tensões na região.
Israel confirma “ataque direcionado” em Beirute
Uma explosão ocorreu nesta terça-feira (30/07) em um subúrbio do sul de Beirute, no Líbano, seguida pela confirmação das Forças de Defesa de Israel (FDI) de que o incidente foi resultado de um “ataque direcionado” realizado na região. O alvo do ataque seria um comandante do Hezbollah, identificado como Muhsin Shukr ou Fuad Shukr, acusado por Israel de ser o responsável por um ataque que causou a morte de 12 crianças e adolescentes israelenses no fim de semana anterior nas Colinas de Golã.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que o ataque em Beirute causou a morte de três civis, incluindo duas crianças, e deixou 74 pessoas feridas. O evento marca um novo episódio de escalada nas tensões entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita que exerce influência significativa no Líbano e mantém uma postura hostil em relação a Israel.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o alvo do ataque israelense teria sido um veterano do Hezbollah envolvido em ataques terroristas históricos, incluindo os que resultaram na morte de quase 300 soldados americanos e franceses no Líbano em 1983. Israel declarou que a operação foi bem-sucedida e que Shukr foi morto. No entanto, uma fonte do Hezbollah afirmou à agência de notícias AFP que Shukr sobreviveu ao ataque.
A ação israelense ocorre em um contexto de crescente tensão na região, com temores de que o incidente possa precipitar uma guerra de maior escala no Líbano. Nos dias que antecederam o ataque, os Estados Unidos tentaram convencer Israel a evitar a expansão de operações militares para Beirute, com o objetivo de prevenir um conflito mais amplo.
Na segunda-feira anterior ao ataque, o governo israelense realizou uma reunião para discutir novas ações contra o Hezbollah. No entanto, os preparativos para um novo ataque militar foram adiados devido a protestos de ativistas e políticos de ultradireita, que invadiram duas bases militares para protestar contra a detenção de soldados israelenses acusados de tortura.
O incidente ocorre após o ataque com míssil que matou 12 crianças nas Colinas de Golã, região anexada por Israel e considerada estratégica. Israel responsabilizou o Hezbollah pelo ataque, que o grupo xiita negou. Este foi o ataque mais mortal contra civis israelenses desde outubro de 2023, quando um ataque do grupo palestino Hamas resultou na invasão da Faixa de Gaza por Israel.
Um membro do Hezbollah confirmou que o ataque israelense atingiu um local utilizado pelo grupo em Beirute. Imagens divulgadas mostram vários edifícios danificados no local. Em resposta, o governo iraniano, aliado do Hezbollah, advertiu Israel contra a realização de novas operações militares no Líbano, alertando que tais ações poderiam levar a uma maior instabilidade e conflito na região.
*Com informações da








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