Ex-companheira de homem que realizou atentado ao STF é transferida para hospital especializado

A ex-companheira do homem que detonou explosivos em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 13 de novembro de 2024, foi transferida do Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul (SC), para o Hospital e Maternidade Tereza Ramos, em Lages (SC). A transferência ocorreu na noite de domingo (17), devido à gravidade das queimaduras que sofreu durante o incêndio na casa do autor do atentado, Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiu França.

Daiane Dias, de 41 anos, foi atingida pelas chamas que destruíram a residência de seu ex-companheiro na manhã de domingo. Testemunhas relataram ter visto Daiane utilizando gasolina para iniciar o fogo. Após ser socorrida por vizinhos, ela foi levada para o hospital em Rio do Sul, onde recebeu os primeiros atendimentos. No entanto, sua condição exigiu transferência para Lages, distante 130 quilômetros, que possui unidade de referência estadual para queimaduras. O estado de saúde de Daiane não foi divulgado pelas autoridades.

A Polícia Civil e a Polícia Federal estão investigando as circunstâncias do incêndio. Equipes de peritos do Corpo de Bombeiros realizaram análises no local para determinar a origem das chamas. O laudo técnico deverá ser apresentado em até 30 dias.

Atentado ao STF

Na última quarta-feira (13), Francisco Wanderley Luiz tentou entrar no prédio do STF com explosivos. Ele foi detido pelos seguranças do local antes de lançar os artefatos contra a escultura “A Justiça”, localizada na frente do edifício. Após o ataque, Francisco acionou um explosivo em seu próprio corpo, causando sua morte no local.

Além dos explosivos utilizados na ação, outros artefatos foram encontrados na residência de Francisco, onde ele estava hospedado em Ceilândia, no Distrito Federal, e em um veículo estacionado próximo a um prédio anexo da Câmara dos Deputados.

A Polícia Federal investiga o caso como ato terrorista, apurando se Francisco agiu de forma independente ou com apoio de terceiros. Ele era natural de Rio do Sul, em Santa Catarina, e havia sido candidato a vereador pelo PL nas eleições municipais de 2020.

Familiares relataram que Francisco demonstrava obsessão por política nos últimos anos, participando de acampamentos e manifestações contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro do STF Alexandre de Moraes declarou que o episódio reflete a polarização política do país e acusou redes de desinformação de fomentarem atos extremistas.

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, reforçou a necessidade de responsabilização dos que atentam contra a democracia. O inquérito relacionado ao caso será conduzido por Moraes, relator também das investigações dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

*Com informações da Agência Brasil.


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