A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou suas estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025. A previsão agora é de uma alta de 2,3%, levemente abaixo da estimativa anterior, que apontava para 2,5%. O setor agropecuário continua sendo o principal motor da expansão, embora o patamar da política monetária tenha efeito contracionista.
O novo cenário foi detalhado durante a apresentação do documento “2024 em retrospectiva e o que esperar para 2025”, realizada em uma entrevista coletiva no edifício-sede do Ministério da Fazenda, em Brasília. O material apresenta uma análise detalhada sobre os resultados da economia em 2024, com um crescimento superior ao esperado para o PIB, e projeta as condições para o ano seguinte, com base nas dinâmicas internas e externas. A expectativa para 2025, segundo a SPE, reflete um cenário de crescimento moderado, mas resiliente.
Guilherme Mello, secretário de Política Econômica, destacou que a nova perspectiva para o crescimento do PIB, de 2,3%, mantém o dinamismo da economia brasileira. No entanto, ele alertou para o impacto das altas taxas de juros, que desaceleram o ritmo da atividade econômica. O setor agropecuário, impulsionado por uma safra recorde, deve ser o principal responsável pela expansão, enquanto os setores de indústria e serviços devem crescer em um ritmo mais moderado, respectivamente 2,2% e 1,9%.
O documento da SPE também traz estimativas de inflação, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) previsto em 4,8% para o fim de 2025, influenciado por efeitos defasados da depreciação cambial e pela inércia dos preços. No entanto, o impacto sobre os alimentos deve ser menor, especialmente para produtos da agropecuária, como carne e arroz, que devem ter preços mais estáveis, impulsionados pela boa colheita.
A Secretaria também se debruçou sobre as perspectivas fiscais para 2025, destacando que o governo buscará alcançar a meta de superávit primário e reforçar as condições para estabilizar o crescimento do endividamento público. A expectativa é que o país continue com uma estratégia fiscal voltada para a sustentabilidade fiscal, implementando as reformas necessárias para fortalecer o arcabouço fiscal.
Em relação ao cenário externo, a SPE apontou que, embora o crescimento global continue estável, riscos como o aumento do protecionismo nos Estados Unidos e uma desaceleração acentuada da economia chinesa podem afetar a dinâmica do comércio internacional e, por consequência, a economia brasileira.








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