Produção de mel cresce 6% no Extremo Sul da Bahia e APICOM amplia exportações com apoio da Suzano

A Associação Apícola de Mucuri (APICOM), no Extremo Sul da Bahia, registrou aumento de 6% na produção de mel nas duas primeiras safras de 2026, realizadas entre janeiro e maio. Segundo a entidade, a produção ultrapassou 48 toneladas, movimentando aproximadamente R$ 680 mil no período. A maior parte do produto é destinada ao mercado externo.

De acordo com o presidente da APICOM, Pedro Correia Leite, mais de 90% do mel produzido pela associação é enviado para uma exportadora parceira, enquanto o restante abastece o mercado regional. Ele afirma que o desempenho de 2026 mantém os resultados alcançados em 2025, impulsionados pelo aumento da produção e pela valorização do preço do mel.

Segundo a associação, o valor pago pelo quilo do produto passou de R$ 7 em 2024 para R$ 14 em 2026, refletindo a valorização do setor apícola na região.

APICOM recebe apoio da Suzano para fortalecer atividade apícola

Com mais de 20 anos de atuação e cerca de 70 associados, a APICOM recebe apoio da Suzano para fortalecer a cadeia produtiva do mel no Extremo Sul baiano. Entre as ações desenvolvidas está a cessão de áreas em sistema de comodato para instalação das caixas de abelhas.

A empresa também auxilia na manutenção estrutural do entreposto da associação, por meio do repasse de recursos financeiros e materiais utilizados pelos produtores.

A consultora de Relacionamento Social da Suzano, Kariny Paiva, afirmou que a parceria está relacionada ao apoio a pequenos produtores familiares da região, que utilizam a apicultura como alternativa de diversificação agrícola e geração de renda no meio rural.

Apicultura contribui para preservação ambiental e biodiversidade

Segundo Pedro Correia Leite, as caixas de abelhas são instaladas próximas às áreas de preservação ambiental da Suzano, contribuindo para a polinização natural e para a conservação das matas nativas da região.

O presidente da associação destacou que a atividade apícola possui relação direta com a preservação ambiental, já que as abelhas exercem papel fundamental na manutenção da biodiversidade.

Ele também alertou para os impactos causados pelas queimadas durante períodos de seca. De acordo com Pedro Leite, incêndios próximos às áreas de mata já provocaram perdas de enxames e danos ambientais na região, afetando diretamente a produção de mel e as áreas florestais.

APICOM projeta nova safra de mel a partir de setembro

A próxima safra da associação está prevista para começar em setembro, com expectativa de colheita de aproximadamente 20 toneladas de mel.

Atualmente, cerca de 70% da produção da APICOM corresponde ao Mel Silvestre, produto mais consumido no mercado brasileiro. Os outros 30% são de Mel de Eucalipto, conhecido pela coloração escura e pela presença de propriedades utilizadas tradicionalmente para fins medicinais.

A associação avalia que as condições climáticas registradas em 2026 podem favorecer a produtividade da próxima colheita, especialmente em razão das chuvas e da expectativa de maior florada de espécies nativas.

Apicultor amplia produção após valorização do setor

O servidor público e apicultor Edivaldo Sousa de Oliveira, de 58 anos, atua na produção de mel há nove anos na região de Mucuri. Segundo ele, a atividade começou como uma prática voltada ao consumo próprio, mas posteriormente passou a ser desenvolvida em escala comercial.

Atualmente, o produtor possui mais de 300 caixas de abelhas, sendo 250 em produção, instaladas em áreas cedidas em comodato pela Suzano. Diante do aumento do preço do mel, ele informou que está ampliando a estrutura com mais 100 caixas.

Edivaldo afirmou que a florada do eucalipto é um dos fatores que contribuem para o desempenho da apicultura no Extremo Sul baiano. Segundo ele, também há expectativa de aumento na produção de mel silvestre na próxima safra devido à previsão de maior florada de plantas nativas.


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