Feira de Santana registrou 1.868 notificações de chikungunya, com 1.050 casos confirmados, entre janeiro e a primeira quinzena de outubro de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). No mesmo período de 2025, até o final de outubro, o município havia contabilizado 30 notificações e 18 confirmações da doença. Diante do aumento dos registros, a administração municipal intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e prepara a implantação do método Wolbachia, tecnologia voltada à redução da capacidade de transmissão de vírus pelo vetor.
As medidas são coordenadas pelo Centro Municipal de Controle de Endemias e incluem visitas domiciliares, identificação e eliminação de possíveis criadouros, além de orientações aos moradores sobre prevenção. O trabalho busca reduzir a proliferação do mosquito, responsável pela transmissão da chikungunya, dengue e zika.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, afirmou que o enfrentamento das arboviroses depende da atuação dos agentes públicos e da participação dos moradores. Segundo ele, a eliminação de recipientes que acumulam água nas residências é uma das medidas necessárias para reduzir os locais de reprodução do mosquito.
Chikungunya apresenta aumento nas notificações em Feira de Santana
Os dados da SMS indicam uma diferença expressiva entre os registros de chikungunya de 2025 e os de 2026. Enquanto foram contabilizadas 30 notificações e 18 confirmações ao longo do período informado de 2025, os números de janeiro à primeira quinzena de outubro de 2026 chegaram a 1.868 notificações e 1.050 confirmações.
A diferença entre os períodos reforça a necessidade de manter as ações de vigilância epidemiológica e controle do vetor. Os números, entretanto, correspondem a intervalos de observação distintos: os dados de 2026 abrangem até a primeira quinzena de outubro, enquanto os de 2025 se estendem até o final daquele mês.
O Centro Municipal de Controle de Endemias mantém equipes em campo para inspecionar imóveis, orientar os moradores e eliminar recipientes com água parada. Entre os locais que exigem atenção estão quintais, garrafas, tampas, vasos, recipientes descobertos e outros objetos que possam servir de criadouros.
Método Wolbachia será incorporado às estratégias de prevenção
Além das medidas tradicionais de controle do mosquito, Feira de Santana prepara a implantação do método Wolbachia, estratégia que utiliza mosquitos portadores da bactéria Wolbachia, encontrada naturalmente em diferentes espécies de insetos.
A tecnologia consiste na utilização de mosquitos com a bactéria, que pode reduzir a capacidade do Aedes aegypti de transmitir vírus causadores de doenças como dengue, zika e chikungunya. A iniciativa deverá complementar as ações de vigilância e eliminação de criadouros realizadas pelo município.
A implantação exige planejamento e integração com as demais medidas de saúde pública. O método não substitui a remoção de água parada, o monitoramento epidemiológico nem as ações de prevenção adotadas pela população, mas pode funcionar como uma estratégia adicional de controle da transmissão de arboviroses.
Prefeitura reforça participação dos moradores no combate ao mosquito
O secretário Rodrigo Matos destacou que as equipes municipais precisam do apoio dos moradores para ampliar os resultados das ações de prevenção. A orientação é verificar regularmente os quintais e as áreas externas das residências, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir a atuação dos agentes de combate às endemias durante as visitas.
A Prefeitura também convocou recentemente novos profissionais para integrar o quadro de servidores, conforme informado pela administração municipal. O reforço de pessoal está relacionado à necessidade de ampliar a capacidade de atuação das equipes no território.
A mobilização comunitária é importante porque os criadouros podem surgir em objetos de uso cotidiano e em áreas pouco observadas. A inspeção periódica dos imóveis e a eliminação de água acumulada contribuem para reduzir as condições favoráveis à reprodução do mosquito.
Vigilância epidemiológica amplia identificação dos casos suspeitos
Segundo Rodrigo Matos, o aumento das notificações também está relacionado ao fortalecimento da vigilância epidemiológica. A Secretaria Municipal de Saúde capacitou profissionais das redes pública e privada para ampliar a identificação e a notificação de casos suspeitos.
As ocorrências são acompanhadas pela Vigilância Epidemiológica, que analisa as informações e realiza os procedimentos necessários para confirmar ou descartar os casos. A notificação permite acompanhar a distribuição das doenças e orientar o direcionamento das ações de prevenção e assistência.
O secretário ressaltou que a proximidade com os serviços de saúde e a participação dos profissionais na notificação contribuem para compreender melhor a situação epidemiológica. A interpretação dos dados deve considerar tanto a ocorrência das doenças quanto a capacidade de identificação e registro dos casos pelos serviços de saúde.
Dengue registra 318 confirmações e um óbito em 2026
Além da chikungunya, Feira de Santana acompanha os registros de dengue. Entre janeiro e outubro de 2026, o município contabilizou 3.347 notificações de casos suspeitos, das quais 318 foram confirmadas.
Em todo o ano de 2025, foram registradas 2.676 notificações e 256 confirmações de dengue. Os dados também indicam um óbito por dengue em cada um dos períodos informados, o que mantém a doença entre as prioridades de vigilância e prevenção do município.
A comparação deve considerar que os números de 2026 abrangem apenas o período até outubro, enquanto os registros de 2025 correspondem ao ano completo. As notificações de casos suspeitos não equivalem necessariamente a diagnósticos confirmados, pois dependem da investigação epidemiológica e dos critérios adotados para classificação.
Zika tem três notificações e um caso confirmado em 2026
No caso da zika, Feira de Santana registrou três notificações entre janeiro e outubro de 2026, com um caso confirmado. Em 2025, foram contabilizadas oito notificações ao longo do ano.
Embora os registros sejam inferiores aos observados para dengue e chikungunya, a doença permanece no conjunto das arboviroses monitoradas pela rede municipal de saúde. O acompanhamento dos casos suspeitos auxilia na identificação de possíveis mudanças no cenário epidemiológico.
As três doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti e podem apresentar sintomas semelhantes. Por isso, a avaliação clínica é necessária para orientar a investigação e diferenciar as infecções, especialmente em períodos de maior circulação de arboviroses.
Onde buscar atendimento médico em Feira de Santana
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com febre e dores nas articulações, com ou sem inchaço, procurem atendimento médico. Esses sintomas podem ocorrer em casos de chikungunya e também se manifestar em outras doenças, incluindo dengue e zika.
A avaliação por profissionais de saúde permite investigar os sintomas, estabelecer a conduta clínica adequada e identificar sinais que exijam acompanhamento específico. A população deve evitar a automedicação e seguir as orientações fornecidas pelos serviços de saúde.
Em Feira de Santana, os atendimentos de urgência podem ser realizados nas três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) municipais e nas seis policlínicas municipais, que funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana. A rede inclui unidades localizadas nos distritos de Humildes e Maria Quitéria, também conhecido como São José.
O cenário epidemiológico mantém o controle do Aedes aegypti como uma prioridade para o município. A combinação de vigilância, atendimento aos casos suspeitos, eliminação de criadouros, participação comunitária e possível incorporação do método Wolbachia compõe a estratégia apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde para enfrentar as arboviroses.








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