Cúpula sobre as mundanças climáticas em Copenhague: frenesi e poucas notícias

Trata-se de uma pergunta que surge quando milhares de jornalistas chegam a um evento de onze dias como a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. O que escrever?

“Cada rumor pode terminar alcançando proporções enormes”, escreve David Roberts para Grist, um site de noticias ambientais. “Há incentivos enormes para exagerar no significado de cada notícia”.

As matérias sobre como um documento do governo dinamarquêshavia dividido países em desenvolvimento e países ricos não são mais que uma “tempestade num copo d’água”, escreve Roberts. Grist faz parte daCopenhagen News Collaborative, uma agência alternativa de notícias, explica a revista Columbia Journalism Review.

Algo como cinco mil jornalistas de 180 países cubriram a reunião, centenas deles provenientes de países em desenvolvimento cuja assistência é custeada por uma variedade de fontes, escreve John Vidal, do The Guardian. Brasil, Índia e China enviaram cerca de 300 jornalistas, acrescenta.

Enquanto isso, o repórter Alex Kelly, do centro de jornalismo Investigative West, com sede em Seattle (Estados Unidos), disse que voou oito mil quilômetros somente para se enterar de que as credenciais para a sua equipe de três pessoas haviam sido recindidas devido ao excesso de assistentes. O grupo de profissionais teve que produzir as reportagens do lado de fora da sala de conferência, como a que trata sobre a réplica de gelo da famosa esculturaLa Sirenita de Copenhague.

Só resta os jornalistas entrarem na conferência antes que a obra se derreta e que as verdadeiras notícias sejam produzidas.

Leia +

Jornais de 45 países pedem “ações decisivas” contra as mudanças climáticas(Centro Knight)
Recursos para cobrir a Conferência sobre Mudanças Climáticas de Copenhague (Centro Knight)

*Com informação do Centro Knight | Dean Graber| Jornalista.


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