Nordeste concentra 40,5% dos empregos formais criados no Brasil em setembro; Pernambuco lidera contratações

O Nordeste respondeu por 40,5% dos empregos formais criados no Brasil em setembro, com saldo de 49.142 postos de trabalho, resultado de 337.409 admissões e 288.267 desligamentos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (04/11/2026) pela Coordenação de Estudos e Pesquisas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No Brasil, foram abertas 121.305 vagas com carteira assinada no período. As informações estão disponíveis na plataforma Data Nordeste e demonstram que todos os nove estados nordestinos registraram saldo positivo de empregos formais em setembro.

Entre as unidades da Federação, Pernambuco liderou a geração de empregos, com 13.371 novas vagas. Na sequência aparecem Alagoas, com 11.110 postos, e Bahia, com 9.626. Juntos, os três estados concentraram 69,3% do saldo regional.

Pernambuco, Alagoas e Bahia lideram geração de empregos

Depois dos três primeiros colocados, o Ceará registrou saldo de 5.156 empregos, seguido pela Paraíba, com 3.895, e Sergipe, com 3.668.

O Rio Grande do Norte contabilizou 879 novas vagas, enquanto o Piauí registrou 783 e o Maranhão, 654. Dessa forma, nenhum dos nove estados apresentou saldo geral negativo no mercado de trabalho formal durante setembro.

A distribuição dos resultados demonstra que a geração de empregos ficou concentrada principalmente em Pernambuco, Alagoas e Bahia, que responderam por mais de dois terços das oportunidades abertas na região.

Indústria responde por 36,4% das novas vagas no Nordeste

A indústria foi o setor que mais contribuiu para a criação de empregos formais no Nordeste em setembro. Foram 17.899 novos postos de trabalho, correspondentes a 36,4% do saldo regional. O setor de serviços ocupou a segunda posição, com 15.193 vagas.

Somados, indústria e serviços responderam por 67,3% dos empregos criados na região. O resultado industrial foi impulsionado principalmente pela indústria de transformação, responsável por 16.384 dos 17.899 postos registrados pelo conjunto das atividades industriais.

Esse segmento concentrou 91,5% do saldo da indústria nordestina, indicando sua participação predominante na expansão do emprego industrial durante o mês.

Alagoas e Pernambuco concentram vagas industriais

Na distribuição estadual dos empregos industriais, Alagoas apresentou o maior saldo, com 7.980 postos de trabalho. Pernambuco ficou na segunda posição, com 5.890 vagas. Juntos, os dois estados concentraram 77,5% dos empregos industriais criados no Nordeste.

Outros estados também registraram resultados positivos: Bahia, com 2.055 vagas; Sergipe, com 1.203; Ceará, com 690; Paraíba, com 586; Rio Grande do Norte, com 133; e Piauí, com 85.

O Maranhão foi a única unidade da Federação nordestina com saldo industrial negativo em setembro, registrando fechamento líquido de 723 postos de trabalho.

Serviços, construção e comércio ampliam contratações

No setor de serviços, duas atividades se destacaram: Saúde Humana e Serviços Sociais, com 4.257 novas vagas, e Transporte, Armazenagem e Correio, com 2.667 postos.

Na área de Saúde Humana e Serviços Sociais, a Bahia teve participação expressiva, com 2.376 empregos, o equivalente a 55,8% do saldo nordestino nessa atividade.

A construção civil também apresentou saldo positivo, com 5.556 vagas. Bahia, com 1.914 postos, e Pernambuco, com 1.903, lideraram as contratações. No comércio, foram criados 5.430 empregos, com destaque para Bahia (1.162), Pernambuco (971) e Maranhão (841).

Agropecuária registra saldo positivo, mas Bahia e Piauí têm perdas

A agropecuária encerrou setembro com saldo positivo de 5.066 empregos formais no Nordeste. Pernambuco liderou as contratações do setor, com 2.066 vagas, seguido por Alagoas, com 1.446, e Sergipe, com 1.136.

Em contrapartida, Piauí e Bahia apresentaram resultados negativos, com redução líquida de 424 e 704 postos de trabalho, respectivamente.

O desempenho demonstra que, apesar do saldo regional positivo, a distribuição das contratações na agropecuária apresentou diferenças entre os estados, com concentração das novas oportunidades em Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Jovens de 18 a 24 anos concentram quase metade das vagas

A análise por faixa etária aponta que os trabalhadores de 18 a 24 anos concentraram o maior saldo de empregos em setembro, com 24.299 novas vagas. O número representa quase metade do resultado regional.

Também houve saldo positivo entre trabalhadores de 40 a 49 anos, com 7.740 postos; de 30 a 39 anos, com 6.885; e de 25 a 29 anos, com 5.606.

A única faixa etária com resultado negativo foi a de pessoas com 65 anos ou mais, que registrou redução líquida de 593 postos de trabalho.

Ensino médio completo lidera contratações por escolaridade

Na distribuição dos empregos por nível de escolaridade, os trabalhadores com ensino médio completo lideraram a geração de vagas, com saldo de 28.996 postos.

Entre os demais níveis de instrução, destacaram-se os trabalhadores com até a 5ª série incompleta, que registraram 5.963 vagas.

Também foram contabilizados 3.494 postos para trabalhadores com ensino médio incompleto e outros 3.494 para aqueles com escolaridade entre a 6ª e a 9ª série do ensino fundamental.

Homens ocupam 72,4% dos novos postos de trabalho

Os dados do Caged também mostram diferenças na distribuição das vagas entre homens e mulheres. Os trabalhadores do sexo masculino ocuparam 35.578 dos novos postos, enquanto as mulheres responderam por 13.564 vagas.

Em termos proporcionais, os homens representaram 72,4% do saldo regional, ante 27,6% das mulheres.

A remuneração média dos homens admitidos foi de R$ 2.121,50, enquanto a das mulheres ficou em R$ 1.984,18. A diferença foi de R$ 137,32 em favor dos trabalhadores do sexo masculino.

Nordeste acumula 261,6 mil empregos formais em 2026

No acumulado de janeiro a setembro, o Nordeste registrou saldo positivo de 261.643 empregos formais, equivalente a 20,95% do resultado nacional. A média regional foi de aproximadamente 29,1 mil vagas por mês.

O terceiro trimestre, que compreende julho, agosto e setembro, terminou com saldo de 127.846 postos de trabalho. Apesar do resultado positivo, houve recuo de 27% em comparação com o mesmo período de 2025.

A média mensal de criação de empregos no terceiro trimestre foi de aproximadamente 42,6 mil postos, indicando um ritmo superior à média observada no acumulado dos nove primeiros meses do ano.

Municípios da área de atuação da Sudene concentram 42% do resultado nacional

O levantamento também apresenta um recorte territorial dos empregos formais em setembro. Os municípios localizados na área de atuação da Sudene registraram saldo de 50.999 postos de trabalho, correspondente a 42% do resultado nacional.

No Semiárido, foram criadas 12.285 vagas formais. Já os municípios situados no bioma Caatinga contabilizaram saldo positivo de 10.492 empregos.

Os números demonstram a participação dos territórios abrangidos pela área de atuação da Sudene na geração de empregos formais. O levantamento também permite observar a distribuição das oportunidades entre diferentes áreas geográficas do Nordeste.


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