Estrutura precária, impostos e burocracia diminuem competitividade do Brasil

A competitividade do Brasil no comércio internacional diminui a cada ano. Segundo dados divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira (17/10/2013), a importância nacional nas exportações globais pode cair, em 2013, a patamares iguais aos de 2008.

As exportações brasileiras corresponderam a 1,33% do que foi comercializado internacionalmente em 2012. Para 2013, projeções apontam que o percentual deve ser de 1,25%.

Empresários e especialistas ouvidos pelo Estado apontam que o “custo Brasil”, composto pela alta carga tributária, por problemas na infraestrutura e por outros aspectos que prejudicam a produtividade, é determinante para que a competitividade nacional seja reduzida.

A opinião é endossada pelo deputado federal Carlos Brandão (PSDB-MA). “A situação crítica na qual o Brasil se encontra é fruto da falta de investimentos por parte do governo federal. As obras não andam. Até mesmo o que o próprio governo define como prioridade, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não evolui. Tudo isso desestimula os produtores”, afirmou.

O parlamentar acrescentou que a burocracia é também decisiva. “Os empresários são obrigados a enfrentar muitas etapas para produzir, para apresentar algo de qualidade. Nisso, o país segue na contramão do que ocorre em outros países que evoluem. Por isso as perdas se acumulam”, disse.

Micro e pequenas

A perda de competitividade da indústria brasileira deve prejudicar principalmente os médios e pequenos produtores, segundo a reportagem do Estadão.

“É uma situação grave e que pode gerar efeitos sérios. Para reverter isso, precisaríamos de uma redução importante na burocracia, de ajustes no nosso sistema tributário e também um grande incremento na capacitação dos profissionais. As pequenas indústrias são mais suscetíveis a esse quadro. Mas não vemos, no governo federal, mostras de que a situação pode se reverter”, conclui.

Terminal de contêineres do Porto de Salvador. Brasil precisa modernizar operações para ganhar competitividade.
Terminal de contêineres do Porto de Salvador. Brasil precisa modernizar operações para ganhar competitividade.

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