Relatório apresenta os 40 piores predadores da imprensa

A Repórteres Sem Fronteiras apresentou um documento que incluí políticos, líderes religiosos e milícias considerados predadores da liberdade de imprensa.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) apresentou na segunda-feira – 3 de maio de 2010, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa – os 40 piores “predadores da imprensa” do mundo, incluindo políticos, líderes religiosos e milícias. “Esses predadores da liberdade de imprensa têm o poder de censurar, prender, seqüestrar, torturar e, no pior dos casos, assassinar jornalistas”, diz o documento.

Dezessete presidentes e vários chefes de estado estão na lista, incluindo Hu Jintao, da China, Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, Paul Kagame, de Ruanda, Raúl Castro, de Cuba, o e o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin. O mais novo membro dessa lista, atualizada anualmente, é o chefe do talibã, Mullah Omar.

Segundo a organização “O líder do Taliban, cuja influência se estende para o Paquistão e Afeganistão, entrou na lista porque a guerra santa que está travando também é dirigida à imprensa”. Omar ameaça jornalistas que não transmitem sua propaganda, já tendo efetuado mais de 40 ataques à imprensa.

A organização também relata o difícil trabalho dos profissionais em ambientes de guerra, como o Iraque e destaca a saída de diversos grupos islâmicos da lista, já que diminuíram os ataques a jornalistas.

Na América Latina, além de Castro também foram mencionados os Cartéis de Sinaloa, Golfo e Juárez, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e as milícias de extrema direita, colombianas Águias Negras. Os Cartéis de Sinaloa do Golfo e Juárez, no México, mantêm uma “guerra” pelo controle do tráfico de drogas nas fronteiras com os Estados Unidos. Os narcotraficantes já assassinaram 62 jornalistas na região desde 2006. Já as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que teriam o controle de cerca de 30% do território colombiano e tratam de controlar ou influenciar a mídia, desde 1997 sequestraram cerca de 50 jornalistas e tornam quase impossível para os meios de comunicação para trabalhar nas áreas sob seu controle. Ainda na Colômbia, as milícias de extrema direita, chamadas Águias Negras, desde o final de 2006, vêm intensificando suas alçies de intimidação e violência contra a imprensa na Costa do Caribe. As ameaças de mortes são dirigidas aos jornalistas que entrem em desacordo com o governo de Alvaro Uribe.

*Com informações anj


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