
“Agradecemos ao senhor prefeito ACM Neto pelo descaso que vem tratando nosso Plano Inclinado Gonçalves, trazendo transtornos a toda população e comerciantes da área. Que vergonha”, reclamam os comerciantes soteropolitanos, em faixa no plano que liga o Comércio à Praça da Sé. O líder da oposição na Câmara de Vereadores, Luiz Carlos Suíca (PT), cobrou ações imediatas com a indicação de projeto (PIN nº 156/2015), alertando o gestor municipal a respeito da urgência para reativar as cabines. “O plano inclinado permaneceu desativado por vários anos. A situação não foi diferente na administração do então prefeito João Henrique. Na atual gestão, o maquinário foi ativado por algum tempo, mas, com outros problemas mecânicos, o equipamento foi abandonado”, informa o vereador.
De acordo com denúncia do funcionário Carlos Alberto Pereira Costa, que trabalha há mais de cinco anos para uma loja ao lado da entrada do plano, o titular de Transporte e Urbanismo foi procurado para solucionar o problema. “Tentamos contatos com o secretário Fabrízio Muller, que esteve em uma rádio e disse que o plano estava parado há sete dias. Mas já são mais de 28 dias sem funcionar. Falou que uma peça vinha dos Estados Unidos, custando R$ 4 milhões para ser instalada. Até agora, nenhuma medida foi tomada”. O comerciante diz ainda que junto com outros comerciantes foi colocada a faixa advertindo o prefeito. “O movimento reduziu e as vendas caíram 60%”, lamenta.
O descontentamento não para por aí, a comerciária ambulante, Cássia Ximenes foi enfática e relata que “antes, os turistas saíam da Praça da Sé e seguiam pelo Plano até o Comércio. Agora, é mais difícil saírem de lá para cá. Pegam o Elevador Lacerda, mas não chegam até aqui, nesse trecho”, reclama. Dona Raimunda Vicente da Fonseca, também vendedora, junto com Ximenes diz que foram proibidas pelo prefeito ACM Neto de manter o antigo ponto que tinha na Praça Cairu. “Há dois anos a prefeitura expulsou os vendedores da praça dizendo que ia compensar o pessoal ativando o plano, mas agora não temos clientes. A mercadoria fica parada. Muitos vendedores esperam a fiscalização sair da Cairu para colocar a barraquinha e poder aproveitar o resto do dia”, comenta Raimunda.








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