O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) teve alta de 0,16% em agosto, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou bem abaixo do registrado em julho (0,59%) e se refere à variação de preços no setor entre 21 de julho e 20 de agosto, comparada ao período de 30 dias anteriores. No acumulado do ano, houve aumento de 6,31% e, nos últimos 12 meses, de 7,71%.
Essa redução no ritmo inflacionário foi provocada, principalmente, pelo grupo mão de obra, cuja taxa passou de 0,84% para 0,06%. Essa variação reflete, basicamente, a acomodação dos salários em Porto Alegre (de 8,06% para 0,47%). Também ocorreu um decréscimo em materiais, equipamentos e serviços que, na média, apresentaram reajuste de 0,25% ante 0,35%.
Das sete capitais onde a pesquisa é realizada, três apresentaram variações do INCC-M inferiores às constatadas em julho: Salvador (de 0,15% para 0,02%), Porto Alegre (de 4,09% para 0,23%) e São Paulo (de 0,22% para 0,14%). Nas demais localidades, houve acréscimo, puxado pela mão de obra: Brasília (de 0,14% par 0,21%), Belo Horizonte (de 0,04% para 0,21%), Recife (de 0,05% para 0,20%), e Rio de Janeiro (de 0,10% para 0,13%).
Economia do país para pagar juros da dívida chega a R$ 13,789 bilhões em julho
O superávit primário do setor público consolidado – governo federal, estados, municípios e empresas estatais – chegou a R$ 13,789 bilhões, em julho, informou hoje (26/08/2011) o Banco Central (BC). No mesmo mês do ano passado, essa economia para o pagamento dos juros da dívida pública foi R$ 1,532 bilhão.
Mas a economia não foi suficiente para cobrir os gastos com juros, que chegaram a R$ 18,797 bilhões. Com isso, o déficit nominal, que são receitas menos despesas, incluídos gastos com juros, ficou em R$ 5,007 bilhões em julho.
No mês passado, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência) registraram superávit primário de R$ 10,918 bilhões, enquanto os governos estaduais contribuíram com R$ 1,592 bilhão e os municipais, com R$ 32 milhões. As empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram superávit primário de R$ 1,247 bilhão.
Nos sete meses do ano, o superávit primário do setor publico consolidado chegou a R$ 91,979 bilhões, contra R$ 43,588 bilhões registrados de janeiro a julho de 2010. A meta para este ano é R$ 117,9 bilhões. O Governo Central registrou superávit de R$ 66,307 bilhões, enquanto os estaduais contribuíram com R$ 21,711 bilhões e os municipais, com R$ 2,050 bilhões. As empresas estatais registraram R$ 1,911 bilhão.
De janeiro a julho, os gastos com juros chegaram a R$ 138,544 bilhões, ante R$ 109,152 bilhões de igual período do ano passado. Segundo o relatório do BC, o aumento das despesas com juros foi influenciado “pelo patamar mais elevado da taxa Selic acumulado no ano e pela maior variação do IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo], indicadores que incidem sobre parcela expressiva dos títulos federais”.
Em 12 meses encerrados em julho, o superávit primário chegou a R$ 150,087 bilhões, o que corresponde a 3,83% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). Os gastos com juros chegaram a R$ 224,761 bilhões ou 5,73% do PIB.
Hoje o Tesouro Nacional também divulgou o resultado primário do Governo Central. Pelos dados do Tesouro, o Governo Central registrou em julho superávit primário de R$ 11,184 bilhões. Nos sete meses do ano, o resultado acumulado chega a R$ 66,9 bilhões. Com o resultado de julho, o Governo Central cumpriu 81,78% da meta fiscal nominal estabelecida para 2011 (R$ 81,8 bilhões).
O BC e o Tesouro utilizam metodologias diferentes. Pelos critérios do Tesouro Nacional, o superavit primário é calculado com base nas receitas e nos recursos executados do Orçamento. Já a metodologia do BC registra o esforço fiscal com base na variação do endividamento da União, dos estados, dos municípios e das estatais. A diferença nos resultados costuma ocorrer devido a defasagens nos dados usados nos cálculos.








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