Tratamento do HIV sobe para quase 50% em países de rendas baixa e média

Dado foi divulgado em novo relatório do Programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids; queda de novas infecções atingiu recorde desde 1997

O Relatório Global sobre a Epidemia de Aids 2011 revela que o acesso a tratamento com antiretrovirais é agora de 47%, em países de rendas baixa e média. O número representa 6,6 milhões de pessoas recebendo o coquetel para combater a doença.

O número de novas infecções, de 2,7 milhões em 2010, é o menor desde 1997.

Comportamento

Ainda segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, foi registrada uma estabilização de novas infecções na maioria das regiões do mundo.

Os medicamentos ajudaram a evitar 2,5 milhões de mortes desde 1995. Pelo relatório a mudança de comportamento como mais uso de preservativo, diminuição no número de parceiros e a espera para iniciar a vida sexual foram grandes fatores na queda do HIV na África Subsaariana.
Até o fim do ano passado, 34 milhões de pessoas viviam com o HIV.

Impacto

O relatório antecede a comemoração do Dia Mundial de Combate à Aids, em 1º de dezembro. Segundo especialistas, o tratamento tem um impacto importante no número de novas infecções.
Dos países de língua portuguesa, o Brasil continua liderando a lista com pelo menos 60% dos pacientes aptos para receber o tratamento sendo atendidos com o coquetel. Em segundo lugar, aparecem Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique com pelo menos quatro em cada 10 soropositivos.

Diminuição da mortalidade

De acordo com o Unaids, o número de novas infecções diminui bastante ou foi estabilizado na maioria das regiões do mundo. O número de novas infecções diminuiu mais de 20% em Portugal.

O Programa afirmou que continuará investindo em várias frentes para combater o HIV entre elas : as intervenções dirigidas para as populações em risco profissionais do sexo, homossexuais e usuários de drogas injetáveis, além de promover o uso de preservativo e a mudança comportamental.

Para o Unaids, apesar de um clima econômico difícil, o futuro do financiamento da luta contra a Aids depende de investimentos inteligentes. O que segundo a agência, é uma responsabilidade de todos.

No ano passado, o financiamento para combater a doença caiu para o equivalente a R$ 11,7 bilhões, uma redução de 10% a menos se comparado a 2009.

*Com informações:  Rádio Onu


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