Feira de Santana: profissional de saúde deve perguntar se paciente é homossexual, orienta dirigente

Fábio Ribeiro ministrta palestra no seminário sobre Saúde Integral da População LGBTQ na Atenção Básica.
Fábio Ribeiro ministrta palestra no seminário sobre Saúde Integral da População LGBTQ na Atenção Básica.

“Ao preencher uma ficha ou cadastro em uma unidade de saúde, o profissional tem que perder a vergonha e perguntar se o paciente é homossexual. Não devemos agir como se fosse uma agressão ao outro perguntar se ele é gay”. A declaração é do chefe da Divisão de Promoção de Direitos às Minorias, Fábio Ribeiro, durante o seminário sobre Saúde Integral da População LGBTQ na Atenção Básica, realizado nessa quarta-feira (23/05/2018).

Promovido pela Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedeso), o evento foi realizado no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC). O seminário trouxe como discussão principal a humanização no atendimento à saúde da pessoa LGBTQ e o combate à discriminação.

Nome social aos transgêneros

Os palestrantes expressaram preocupação em melhor preparar os profissionais de saúde para que ajudem a eliminar os preconceitos sociais enfrentados pelas pessoas transexuais. “Uma de nossas perspectivas é garantir aos transgêneros o uso do nome social nos serviços de saúde e já estamos trabalhando para isso”, destaca a referência técnica municipal à saúde da pessoa LGBTQ, Jamiley Dias.

Diretora nacional da UNALGBT e coordenadora do Grupo Gay da Bahia, Millena Passos elogiou a iniciativa da Prefeitura de Feira em trazer a público o debate sobre o atendimento à pessoa LGBTQ. “Eu chego aqui hoje nessa capacitação e fico muito feliz, por abranger profissionais de saúde de Feira de Santana. Isso é importante para as pessoas começarem a respeitar essa diversidade, pois nós existimos, merecemos respeito e somos também usuários do SUS”, destaca.

Unidades municipais têm portas abertas, diz secretária

A secretária municipal de Saúde, Denise Mascarenhas, participou do evento. “Na gestão municipal existe a preocupação de trabalhar para a ampliação do acesso da população LGBTQ a todos os serviços de saúde através do SUS. Nossas unidades têm portas abertas para o acolhimento e atendimento a todos os públicos, sem discriminação ou preconceito”, destaca Denise.

O evento, que visa capacitar estudantes e profissionais de saúde, será retomado na sexta-feira, 25, das 8 às 12 horas e das 14 às 17 horas.


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