Durante reunião realizada ontem, em Feira de Santana, articulada por um grupo político vinculado ao prefeito Tarcízio Pimenta (DEM), ficou definido que o nome da primeira-dama, Graça Pimenta (PR), deverá concorrer a uma vaga na Assembléia Legislativa, em 2010.
A decisão está sendo bastante polemizada pela imprensa local e suscitando amplos debates. De acordo com um dos principais articuladores do movimento, Wagner Pereira, a candidatura da primeira dama não é uma decisão adotada apenas pelo grupo político. “É uma decisão que também emana do povo que considera o nome de Graça Pimenta como um dos melhores e o que mais se identifica com o povo”.
Com relação ao fato de que a indicação da primeira-dama pode vir a atrapalhar a campanha e as pretensões de alguns políticos que dão sustentação ao governo de Pimenta, Pereira disse que o risco não existe. Segundo ele, no caso dos deputados e dos pretensos candidatos, todos eles têm densidade política, o que descarta a possibilidade do nome da primeira-dama vir a ser uma ameaça aos seus interesses.
Mesmo diante dos argumentos expostos, o prefeito Tarcízio Pimenta pareceu não se sensibilizar e resolveu jogar um balde de água fria no assunto ao declarar, na imprensa local, que a sua esposa não é candidata a nada. Mas, independente das contradições existentes, a primeira–dama já colocou o seu bloco na rua. Adesivos já estão sendo distribuídos e afixados nos veículos que trafegam pela ruas e avenidas da cidade, dando conta da sua “eventual” candidatura.







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