Petrobras pode levantar até R$ 9,28 bilhões com privatização da BR Distribuidora

Presidente Jair Bolsonaro prossegue com política liberal de liquidação do capital monopolista estatal.
Presidente Jair Bolsonaro prossegue com política liberal de liquidação do capital monopolista estatal.

A Petrobras poderá levantar até 9,28 bilhões de reais com a privatização de sua subsidiária BR Distribuidora , que deverá ocorrer neste mês de julho de 2019 a partir de uma oferta pública secundária de ações da maior distribuidora de combustíveis do Brasil na B3.

Conforme o prospecto preliminar da oferta, publicado nesta quarta-feira, a Petrobras buscará vender de 25% a 33,75% do capital social da subsidiária. A oferta total de ações dependerá do exercício de lotes adicional e suplementar.

A Petrobras prevê precificar a oferta em 23 de julho de 2019. As vendas dos lotes suplementar e adicional poderão ser concluídas até 28 de agosto, de acordo com o documento.

Serão ofertadas 291,25 milhões de ações, além de cerca de 43,687 milhões de ações no lote suplementar e de 58,25 milhões no lote adicional.

Dado o preço de fechamento de terça-feira ( 02/07/2019) das ações ordinárias da BR, a 23,60 reais por ação, a oferta levantaria entre 6,87 bilhões e 9,28 bilhões de reais.

Atualmente, a Petrobras detém uma participação de 71,25% na BR Distribuidora, após ter feito no final de 2017 uma oferta inicial de ações da subsidiária (IPO, na sigla em inglês) que levantou aproximadamente 5 bilhões de reais.

Com a oferta, a petroleira estatal reduzirá sua participação para menos de 50%, efetivamente privatizando a BR.

“O pedido de registro da oferta encontra-se atualmente sob a análise da CVM, estando a oferta sujeita à sua prévia aprovação”, disse a Petrobras, destacando que não haverá registro da oferta ou das ações no exterior.

A oferta secundária será coordenada por JPMorgan, Citigroup, Bank of America Merrill Lynch, Credit Suisse, Itaú BBA e Santander Brasil.

O conselho de administração da petroleira estatal havia aprovado em maio a venda de uma participação adicional na BR, reduzindo sua fatia na empresa para menos de 50%.

O oferta ocorre como parte de um amplo programa de desinvestimentos da Petrobras que vem ocorrendo nos últimos anos, mas que vem se intensificando durante o governo de Jair Bolsonaro, que nomeou o economista Roberto Castello Branco, de linha liberal, para presidir a empresa.

A atual gestão da estatal busca levantar recursos com a venda de ativos considerados não essenciais para focar seus esforços na exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas, de alta rentabilidade.

Além do controle da BR, a empresa também está em busca de vender diversos campos de petróleo maduros, ativos diversos do setor de gás natural, 50% da capacidade de refino do Brasil, dentre outros.

*Com informações da Agência Reuters.


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