
O senador José Nery (PSOL-PA) considerou a decisão do presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar de rejeitar as denúncias e representações contra o atual presidente do Senado, José Sarney, e o anterior, Renan Calheiros (PMDB-AL), uma “punhalada na esperança do povo brasileiro que acompanha com interesse os fatos e que esperava que houvesse investigação”. O presidente do conselho, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), ao rejeitar nesta quarta-feira (05/08/2009) os pedidos de investigação, usou como argumentação principal o fato de serem baseadas em notícias de jornais.
Nery apontou a existência de um “conluio de interesses escusos” que agora obriga o partido a recorrer ao plenário do Conselho de Ética para que os processos sejam abertos e realizadas as investigações.
– Aqui começou a ser servida uma pizza que a população brasileira não aceitará – declarou, após o encerramento da reunião do conselho.
O parlamentar defendeu o afastamento do presidente José Sarney do cargo, e afirmou que, caso não haja investigação das denúncias, o Senado não vai funcionar e não haverá “condição de votar matéria alguma”. Para ele, “o apego ao poder, a corrupção e a negativa das investigações poderão levar a um grande impasse institucional e vão prejudicar o Brasil e desmoralizar o Senado”.
A atitude de Paulo Duque, que indeferiu o requerimento de Nery que pedia o seu impedimento para analisar os procedimentos investigatórios – por ter afirmado anteriormente serem os atos secretos uma bobagem e que o PSOL “não existia” – foi duramente criticada por Nery. O presidente também indeferiu recurso para que o requerimento pudesse ser analisado pelo plenário do conselho, e Nery prometeu tomar “providências legais” contra a medida.
*Com informação da Agência Senado.







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