Os debates políticos em Feira de Santana vêm ganhando cada vez mais espaço na mídia e o clima se acirrando na medida em que nos aproximamos das eleições em 2010. Com os acertos e alianças que estão sendo formatados pelos partidos, as principais lideranças no município e região começam a marcar posições. Exemplo emblemático é a postura adotada pelo deputado federal Colbert Martins (PMDB) que em suas mais recentes entrevistas deixa transparecer conceitos e opiniões diametralmente contrárias ao exposto, até bem pouco tempo atrás, por ele em relação ao governo Jaques Wagner.
Antes o deputado Colbert mantinha um discurso conciliador e prudente em relação ao governo baiano. Com a demissão de Ildes Ferreira, Secretaria de Ciência e Tecnologia, e com a entrega que terá de fazer de mais dois importantes cargos: CIRETRAN, Evandro Oliveira e DIREC, Moura Pinho. O governador de aliado do deputado passou a algoz, dentre as muitas queixas de Colbert, ele disse ter sido maltratado pelo governador, além de denunciar, só agora, que há muito tempo Ildes vinha sendo “fritado” e que o cargo dele vinha sendo negociado por Wagner.
Mas, recentement,e o deputado abandona o seu discurso contraditório e parte para adotar uma dialética futurologista. Imbuído desta nova faculdade divinatória ele avança na realização de vaticínios, obviamente negativos, sobre a postura a ser adotadas pelos aliados do governo em Feira. Do alto do Olimpo em que sempre se manteve, esta divindade política, ele garante que a partir de agora o governo só contará em Feira com o efetivo apoio do deputado petista José Neto, com relação a deputada Eliana Boaventura o apoio será inconsistente e o deputado federal Sérgio Carneiro vestirá a Camisa do Lula.
Daqui para frente o governo só contará com Zé Neto “vestindo e suando” a camisa. Eliana Boaventura “vestirá sem suar” e Sergio Carneiro “vestirá a camisa” de Lula,pois, há dúvidas se de fato “vestirá” a camisa de Wagner, isto porque,o seu pai(senador João Durval) sente-se preterido no atual governo e o filho(João Henrique)é inimigo político do governador.Assim, os laços familiares podem ser grande complicador.Ainda que Sergio deseje “suar” a camisa de Wagner, o sentimento familiar por certo o travará.
Apesar de sempre revelar a sua alegria de pertencer ao partido do presidente Lula, pelo qual foi eleito, vemos no semblante de Sérgio um certo desconforto, em razão do seu pai e do seu irmão não comungarem com o mesmo pensamento em relação ao governador baiano.
Diante desse quadro, quem provavelmente carregará o “standarte” de Wagner em Feira,será o deputado José Neto, principal opositor de Sergio,este, magoado com Neto,embora,por princípio, jamais confesse publicamente esse sentimento,fruto da tumultuada relação que tiveram durante a ultima campanha, quando disputaram a legenda para a chapa majoritária municipal.
Zé Neto é de temperamento explosivo, típico de quem esquece o passado, mas Sérgio é de temperamento calmo, típico de quem faz de conta que perdoa,mas carrega para sempre sentimento da ofensa.







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