Atuação da presidente da APLB Feira de Santana é questionada

Marlede Oliveira dirige a Aplb em Feira de Santana.
Marlede Oliveira dirige a Aplb em Feira de Santana. Atuação da presidente é questionada.

Uma qualificada fonte do Jornal Grande Bahia, ligada ao segmento sindical, encaminhou severos questionamentos com relação a atuação da presidente da APLB Feira de Santana (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia), Marlede Oliveira. Com o título, “Que é isso, companheira Marlede?”, a fonte apresenta diversos questionamentos e suscita várias ponderações com relação aos gastos e a utilização política da APLB Feira.

Segundo a fonte, “a dirigente local da APLB Sindicato, Marlede Oliveira, tem promovido ou participado de ações políticas em Feira de Santana e em outras cidades, nos últimos meses. Nada haveria demais, não fossem alguns detalhes que não passam despercebidas, na ação política da sindicalista.”

A fonte questiona: “ao anunciar a presença da APLB em manifestações contrárias ao impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, ou pedindo o afastamento do presidente Michel Temer, estaria Marlede cumprindo deliberação em assembleia da categoria? Ou decidindo ela e sua cúpula, sem a participação do associado, assumir posição político-partidária em nome da entidade que representa?”

A fonte pondera que “sendo decisão pessoal ou de seu pequeno grupo, alheio à vontade da maioria que deveria se estabelecer em assembleia, a dirigente não estaria agindo autoritária, deliberada e ilegalmente perante o estatuto da APLB? De quem parte autorização para que Marlede e sua equipe “representem” a entidade dos professores em tais movimentos?”

Do ponto de vista das finanças da APLB, o fato pode ainda ser mais grave. Em alguns eventos políticos nos quais a diretora da entidade se faz presente, como se estivesse representando a massa de profissionais da educação, ônibus são disponibilizados para transporte a Salvador, carros de som são contratados para protestos locais, em acontecimentos que não dizem respeito aos interesses primários dos professores da rede municipal., infere a fonte.

As digressões apresentadas pela fonte do Jornal Grande Bahia suscitam as seguintes ponderações: como a APLB está pagando essas despesas? Existe deliberação pela assembleia da categoria para que se faça esse tipo de investimento com dinheiro do associado,  ou Marlede Oliveira decide sozinha utilizar dos recursos da entidade para bancar o seu interesse político-partidário?

“Militante do PCdoB, Marlede pode se embaraçar com o Ministério Público, caso se confirmem as fortes suspeitas de estar agindo à revelia das deliberações da classe e impondo a sua vontade eleitoreira, tanto na representação em eventos de protesto partidário quanto nas despesas de sua movimentação política com indicação de que estariam sendo pagas pelos cofres da entidade.”, conclui a fonte.

*Até a publicação da matéria, o Jornal Grande Bahia tentou entrar em contato a presidente do sindicato, mas não conseguiu estabelecer comunicação.


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