Brasília – O presidente do canal de televisão latino-americano Telesur, Aram Aharonian, afirma que os canais públicos de televisão tem um papel fundamental no sentido de reduzir essas barreiras culturais e ajudar na integração regional. “É imprescindível ter um canal público de informação, um canal público de televisão que possa democratizar para nos informar sobre o que passa em outros país. O primeiro passo é nos conhecer, o segundo nos reconhecer e o terceiro nos integrar”, resume.
A Telesur é uma multiestatal latino-americana constituída por Argentina, Bolívia, Cuba, Uruguai, Nicarágua e Venezuela. Apesar de ser uma multiestatal, a gestão da Telesur é feita com independência do governo. Organizações sociais, canais nacionais, regionais e universitários e comunitários, além de produtores independentes participam da produção da programação.
O coordenador geral da TV Brasil – Canal Integración, Adriano de Angelis, concorda com o presidente da Telesur sobre o papel da comunicação na integração das nações. “Esse desejo da integração sul-americana e latino-americana passa por várias áreas e necessariamente pela estrutura de comunicação. Na verdade, se não trabalhamos a comunicação como mecanismo, ferramentas de aproximação das realidades culturais, é muito difícil incorporar uma lógica e uma mesma política de integração”.
A TV Brasil é um canal público do Estado brasileiro. Inaugurada em 2005, tem como função estimular o intercâmbio de informações culturais, jornalísticas e institucionais entre os países da América do Sul. Durante a manhã do último dia do Fórum Nacional de TVs Públicas, também foram apresentadas experiências de emissoras públicas como a BBC, do Reino Unido e a NHK, do Japão.
Segundo o diretor da BBC Brasil, Rogério Simões, na emissora a independência editorial é garantida por lei. “O governo do dia não pode entrar e mudar a forma como a BBC é gerida, como produz seus conteúdos”. De acordo com Simões, a principal fonte de financiamento da BBC é uma taxa equivalente a R$ 45 que cada domicílio com televisão paga por mês, o que segundo ele permite que a população exerça maior fiscalização sobre o conteúdo da programação.
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