Uma chuva torrencial de três horas preocupou os cientistas no início da manhã (na China) e chegou a ameaçar o lançamento. Mas no começo da tarde o tempo já se apresentava propício, sem precipitações e certo nebuloso.
Cientistas preveem que o satélite alcançará a órbita da Lua no dia 5 de novembro de 2010, podendo enviar fotos à Terra algumas semanas depois, informou a agência de notícias estatal Xinhua.
O satélite deve permanecer em órbita por um ano. Neste período, o coletará informações que serão usados em diversos projetos. Um dos estudos envolve a obtenção de imagens 3-D para a análise dos elementos presentes na composição da Lua.
O nome do satélite faz referência a uma lenda chinesa na qual uma fada chamada Chang’e voa à Lua.
Ambições
O lançamento do Chang’e é a primeira das três etapas da missão lunar chinesa. Na segunda fase, em 2012, um veículo teleguiado chinês aterrissará na Lua para explorar a superfície do satélite natural.
Na conclusão do projeto, em 2017, outro veículo coletará de solo e pedras, que será trazidas de volta à Terra para estudo.
A missão faz parte dos esforços dos chineses de se destacar na corrida espacial. Em outubro de 2003, o país mandou sua primeira missão tripulada ao espaço, em um foguete desenvolvido nacionalmente. Em 2005, foi lançada a segunda missão tripulada, desta vez com dois astronautas.
No começo ano, os países ocidentais conhecidos dos alarmados ao constatar que a China já possui tecnologia para armas espaciais. Os chineses destruíram à distância um antigo satélite de previsão do tempo, que estava fora de uso.
Mas o país não é o único na Ásia para desenvolver pesquisas relacionadas à Lua. Há semanas, o Japão colocou em órbita seu primeiro satélite lunar. A Índia também planeja lançar uma missão para o astro em abril do ano que fornece.









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