De acordo com autoridades paquistanesas, o atual presidente conquistou quase todos os votos no Parlamento e nas quatro Assembléias provinciais do país.
Parlamentares da oposição se abstiveram ou boicotaram a eleição, que chamaram de inconstitucional.
Os aliados de Musharraf dominam as assembléias do país, graças às eleições de cinco anos atrás que foram consideradas fraudulentas.
A Suprema Corte diz que o vencedor não poderá ser declarado até que decida se o general Musharraf pode concorrer enquanto acumula as funções de presidente e chefe do Exército.
Segundo seus advogados, Musharraf vai deixar o cargo militar, mas apenas se for reeleito como presidente.
Confusão
“Nós não vamos aceitá-lo como presidente… ele é uma pessoa que quase não tem respeito pela lei”, disse Sadique ul-Farooq, líder do partido do ex-premiê exilado Nawaz Sharif, à agência Associated Press.
A decisão da Suprema Corte, tomada na sexta-feira, gerou confusão sobre a votação.
Segundo a correspondente da BBC em Islamabad, Bárbara Plett, autoridades do governo disseram que se trata de uma formalidade, mas analistas dizem que foi um sério golpe que colocará em dúvida a legitimidade do pleito.
Os juízes disseram que não terão uma decisão final sobre o impasse antes de 17 de outubro, que coincide com a data em que a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto promete voltar ao Paquistão após anos de exílio voluntário.
Musharraf e Bhutto negociam um possível acordo de divisão de poder.
Por causa do acordo, os membros do partido da ex-premiê, o maior do país, se abstiveram de votar, mas não participaram do boicote da oposição.
O general espera também que o acordo dê mais credibilidade a seu governo, instituído através de um golpe militar em 1999.
Ele retirou as acusações de corrupção contra Bhutto, ao assinar uma lei que absolve qualquer pessoa acusada – mas não condenada – por corrupção entre 3 de janeiro de 1986 e 12 de outubro de 1999.
Correspondentes dizem que Musharraf está esperando o veredito da Suprema Corte para formalizar o acordo.









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