Igreja Católica Apostólica Independente no Brasil e o ecumenismo

Durante visita realizada, recentemente, ao WWW.jornalgrandebahia.com.br o Bispo Abade Raimundo Augusto de Oliveira, da Igreja Católica Apostólica Independente no Brasil (ICAIB), aproveitou a oportunidade para falar e esclarecer o surgimento deste segmento religioso que conforme explica ele, foi resultado de um movimento ecumênico nascido em São Paulo em 1936, sob a inspiração do reverendo Salomão Ferraz, com o nome, na época, de Igreja Católica Livre. Período em que o reverendo é convidado pelo Papa João XXIII para participar do Concílio do Vaticano II, onde este teria a nobre função de difundir o ecumenismo a partir da Igreja Católica Apostólica Romana, na condição de Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo.

Mas as mudanças tão almejadas por todos, ao longo de sua trajetória, sofreram imprevistos e a Igreja Católica Apostólica Romana continuou não aceitando em suas hostes religiosas padres e bispos casados. Em 1966, sob a orientação de Dom Manuel Ceia Laranjeira, Membro Superior da Ordem Santo André, organizou-se no Rio de Janeiro a Igreja Católica Apostólica Independente no Brasil, período em que ocorreu a cisão desta com o Vaticano.

Atualmente, a Igreja Católica Apostólica Independente no Brasil está presente nas regiões sul, sudeste e parte do nordeste do Brasil e em países como Estados Unidos, Colômbia, Bolívia, Argentina, Portugal, Espanha e Egito. A presença deste segmento religioso em Feira já se estende por uma década, sendo que há oito anos foi criada a Abadia de Nossa Senhora Maria Mãe dos Excluídos com jurisdição eclesiástica sobre todo o município.

Conforme explica o Bispo as diferenças acidentais existentes entre As duas Igrejas Católicas são: na Igreja Católica Apostólica Independente no Brasil (ICAIB), não existe a obrigatoriedade do celibato; a administração da igreja não reconhece o Papa como Chefe Supremo, embora se reconheça a ancestralidade do Bispo de Roma; acata e reconhece aceitação do divórcio civil. “A igreja compreende que a pessoa divorciada merece uma segunda oportunidade e que o amor é dom de Deus e só Deus concede este dom”, conclui o Bispo Oliveira.


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