O sol raiou…
Lavei as roupas sujas
Desdenhei o amigo das horas certas…
E desafiei o mundo…
Car4guei minha cruz sem
Olhar para traz
Esbosei um sorriso tumido
Diante da façe da dama de preto
E fui vizitar os mortos para
Me sentir mais vivo…
Tinha uma pergunta que
Não se calava…
Eu não sabia o que perguntava
Mas quando a tarde envelheceu
Os asanhacos cantaram…
Ai eu vim entender
A poesia me chamava
Cada dia ela uza uma façe diferente
Ela tem mil disfarces
Mas eu como todo poeta engenuo
Não conseguia entender.







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