Em entrevista concedida nesta quarta-feira (14/05/2008) à Rádio Sociedade de Feira de Santana, no programa Rotativo News, o jornalista Carlos Augusto Oliveira da Silva, delegado do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) junto à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), defendeu a obrigatoriedade do diploma de nível superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão. O programa, apresentado por Joilton Freitas, foi ao ar das 15h às 16h e contou com a participação ativa dos ouvintes.
Durante o debate, Carlos Augusto analisou o cenário jurídico e institucional da profissão, sobretudo no que se refere à validade dos registros profissionais e à ausência de fiscalização efetiva, além de apresentar propostas para reformulação da legislação e fortalecimento da categoria.
Diploma de jornalista e reformulação da Lei de Imprensa
Carlos Augusto destacou que, embora a obrigatoriedade do diploma esteja suspensa por decisão judicial, a formação acadêmica permanece essencial para garantir a qualidade da informação, o respeito aos princípios éticos e a valorização do profissional. Segundo ele, a exigência do diploma é uma garantia institucional da sociedade brasileira.
Ele também defendeu a atualização da Lei de Imprensa, com foco na preservação da liberdade de expressão e da responsabilidade ética. Para o representante sindical, o atual marco legal carece de adequação às novas realidades tecnológicas e profissionais da comunicação.
Situação dos registros e atuação sindical nos municípios
Em relação à situação dos jornalistas nos municípios baianos, Carlos Augusto alertou para a existência de registros vencidos e para a falta de regularização profissional, especialmente no interior do estado. Conforme explicou, o Sinjorba está atuando junto à Fenaj para resolver essas pendências, com objetivo de garantir segurança jurídica e condições adequadas de trabalho aos profissionais da comunicação.
Proposta de criação do Conselho Federal de Jornalistas
Como medida estrutural para o fortalecimento da categoria, Carlos Augusto defendeu a criação do Conselho Federal de Jornalistas, a exemplo de outras profissões regulamentadas no Brasil. A nova entidade teria como atribuições a fiscalização do exercício profissional, a regulação ética e o acolhimento institucional dos jornalistas em todo o país.
Vacância regional e mobilização profissional em Feira de Santana
Questionado sobre a ausência de diretores da Regional Nordeste do Sinjorba, o entrevistado esclareceu que a existência de um delegado sindical atuante supre essa lacuna, permitindo ações efetivas no município. Como exemplo, destacou a realização da Semana do Jornalista em Feira de Santana, que promoveu debates, palestras e mobilização de estudantes e profissionais — um evento considerado inédito na história recente do sindicato local.
Declaração política no bloco “Você tiraria uma fotografia ao lado de…”
No quadro final da entrevista, ao ser perguntado se tiraria uma fotografia ao lado do deputado estadual Zé Neto (PT), Carlos Augusto respondeu afirmativamente, afirmando que o parlamentar é o seu líder político. Por outro lado, recusou a mesma possibilidade em relação ao então deputado federal Colbert Martins (PMDB), justificando sua posição com críticas à postura distanciada do pré-candidato em relação ao eleitorado feirense.









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