O nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo

Na noite de 24 de dezembro, celebra-se o nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo, a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo; testemunha-se que o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos toda a sua glória.

Nascido Jesus em Belém de Judéia, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, dizendo: onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.

Eles foram guiados ao Menino Jesus pela divina luz de uma estrela – não apenas um astro físico, resultado da análise da ciência astronômica, mas também a estrela do olho espiritual onisciente.

O olho espiritual ou “terceiro olho” pode ser visto dentro da testa, entre as sobrancelhas. Ele é um telescópio metafísico com o qual se pode ver o infinito, simultaneamente em todas as direções, e contemplar, com visão esférica e onipresente, tudo o que ocorre em qualquer ponto da criação. Jesus nos ensinou: a luz do corpo é o olho; se, portanto, teu olho for único, todo o teu corpo será luminoso.

Conduzidos ao estábulo de Belém pela estrela-guia do olho espiritual, os Reis Magos reconheceram e prestaram homenagem ao Menino Jesus pela grande alma e encarnação divina que era.

Foi assim: a estrela ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar que estava o menino. Entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.

Epifania do Senhor, manifestação do Deus vivo. Os Reis trazendo oferendas, simbolizam o mundo reconhecendo que Deus se fez menino, se fez homem, e veio conosco habitar a Terra. O Deus, que cria o universo, vem habitar na fragilidade de uma criança, vem conhecer e viver nossas angústias e medos.

Segundo a tradição, um era negro (africano), o outro branco (europeu) e o terceiro moreno (assírio ou persa) e representavam toda a humanidade conhecida daquela época. Quanto aos nomes dos três, são suposições sem base histórica ou bíblica. Foi Beda, o Venerável (monge inglês, que viveu entre 673 e 735 d.C.), quem deu nome aos magos: Gaspar, Melchior e Baltazar.

Merquior, um homem velho com cabelos brancos e longa barba, ofereceu ouro para o Senhor como a um rei. O segundo, de nome Gaspar, jovem, imberbe e de pele avermelhada, honrou-o como Deus com seu presente de incenso, oferenda digna da divindade. O terceiro, de pele negra e de barba cerrada, chamado Baltazar, com o seu presente de mirra testemunhou o Filho do Homem que deveria morrer.

Menção nenhuma se faz a Jesus, no Novo Testamento, entre seus 12 e 30 anos. O paralelismo entre os ensinamentos de Cristo e as doutrinas da Ioga-Vedanta confere um sólido fundamento aos registros que existem na índia que afirmam ter Jesus vivido e estudado ali durante 15 anos do período desconhecido da sua vida.

Jesus viajou à Índia para retribuir a visita dos três Reis do Oriente – Gaspar, Melchior e Baltazar – que tinham vindo prestar homenagem por ocasião do seu nascimento.


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