Plano habitacional prevê prestação mínima de R$ 50, dizem sindicalistas

Representantes de seis entidades sindicais se reuniram hoje (20/03/2009) com ministros para conhecer detalhes do plano de habitação a ser lançado pelo governo até o final de março. Os sindicalistas aproveitaram a oportunidade para sugerir que as empresas beneficiadas com dinheiro público para a execução das obras apresentem contrapartidas sociais. A principal delas é que as contratações sejam feitas de forma direta e com carteira assinada.

“Nos manifestamos contrários à mão-de-obra terceirizada. Não há necessidade de as empresas subcontratarem outras empresas porque essa é uma estratégia adotada para não haver vínculo com os trabalhadores, visando exclusivamente à redução de custos”, disse o secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Canindé Pegado.

“[A construção civil] É um dos setores mais problemáticos, com 50% dos trabalhadores na informalidade”, completou o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antônio Neto.

Segundo o representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Valdemar Pires de Oliveira, “a ministra Dilma Rousseff [da Casa Civil] disse que o governo fará tudo para que não tenha uma obra com trabalhadores sem carteira assinada”.

O governo definiu, segundo os sindicalistas, o valor da prestação das moradias para famílias com renda de até três salários mínimos. “Ao que parece será de R$ 50”, disse Canindé.

Os sindicalistas informaram que, até o momento, o governo trabalha com a expectativa de que a prestação para as famílias com renda entre três e seis salários mínimos seja de R$ 100. Para aquelas que recebem entre seis e dez salários mínimos, seria de R$ 150.

Canindé acrescentou que a Dilma planeja um “teto máximo médio” para o custo da obra, que seria de R$ 60 mil para as famílias com renda superior a cinco salários mínimos.

Os representantes sugeriram também incluir, nas moradias, um sistema de aquecimento solar para água. “Isso inclusive baixaria o custo da energia para as famílias”, disse Antônio Neto.

Os sindicalistas afirmaram que a construção das casas não será concluída necessariamente até 2010, como tem sido divulgado pelo governo. “O horizonte é cumprir 1 milhão de casas, mas não necessariamente até 2010”, afirmou o representante da CGTB.

Outra proposta apresentada pelos representantes das entidades sindicais foi o vínculo da propriedade à família. A intenção é que o imóvel não sirva a propósitos especulativos. “Foi apresentada uma sugestão de que essa residência seja um bem da família para que isso não seja transacionado”, disse Antônio Neto.

Os sindicalistas também propuseram que o tempo de construção diminua de 33 para 11 meses. “Além de diminuir o tempo da obra, isso diminuiria os custos dela”, disse Canindé. Segundo ele, o governo trabalha em outras frentes com estados e municípios visando à redução de custos.

“Os municípios que entrarem no programa e ajudarem na solução de problemas cartoriais, de terrenos e redução de impostos serão mais beneficiados com um maior número de moradias”, afirmou o secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores. Para ele, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.