História de um suicida

O suicídio é tido como um crime aos olhos de Deus, e que importa numa transgressão da Lei Divina e constitui sempre uma falta de resignação e submissão à vontade do Criador: “Eu vim para que todos tenham vida”.

Desse modo, “jamais o homem tem o direito de dispor da vida, porquanto só a Deus cabe retirá-lo do cativeiro da Terra, quando o julgue oportuno. O suicida é qual o prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo, é mais severamente tratado. O mesmo se dá com o suicida que julga escapar às misérias do presente e mergulha em desgraças maiores” (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo).

Devemos todos levar em conta que o homem não é apenas corpo físico, sua verdadeira essência é o Espírito; o Espírito é criado por Deus, que criou todos com os mesmos direitos e deveres para progredirem e serem felizes; tudo o que colhemos é fruto do que plantamos – o sofrimento é resultado de nossos próprios erros presentes ou passados; a vida é excepcional oportunidade de crescimento – e Deus nos dará quantas oportunidades forem necessárias; o tempo é benção máxima, capaz de resolver de forma eficiente, todos os problemas.

Buscar o suicídio como solução para qualquer crise, na visão espírita, é um meio equivocado, pois acaba trazendo ao suicida ainda mais transtorno. Depoimentos de espíritos que se suicidaram, diz Kardec, demonstram que seus problemas continuam depois da morte “física”, com agravantes.

A lei cármica (ação e reação) e a infinita compaixão divina dão oportunidade aos suicidas de reencarnarem para reparação de seus atos e a sua própria regeneração. Quando o espírito suicida está em condições de participar do planejamento reencarnatório ele sugere ou aceita retornar ao corpo físico com limitações e restrições físicas que o alertem intuitivamente para a gravidade da tentação de repetir tal ato insano.

Certa vez, ouvi numa sessão espírita doutrinária a seguinte história ilustrativa: um espírito suicida reincidente nessa nefasta prática retorna à matéria extremamente mutilado, isto é, sem os membros superiores e inferiores do corpo, faltando-lhe braços, mãos, pernas e pés, só restando-lhe tronco e cabeça. Esse desígnio da providência divina buscava dificultar ou impedir que esse espírito reencarnante tivesse condições concretas de atentar mais uma vez contra a vida.

Sabemos que a providência divina também orienta tais espíritos a reencarnarem em famílias estruturadas materialmente e psiquicamente para acolher com amor e afeto o rebento, não importando em que condições físicas ele venha a Terra.

Os pais e demais familiares deram àquele ser amor, carinho, atenção e cuidados suficientes para que o mesmo gozasse de bem-estar nessa sua passagem pelo plano físico.

Quando este ser encontrava-se já adolescente, certo fim de semana de verão, a família resolve ir à praia para o lazer e banhos de mar. A mãe estende uma felpuda toalha na areia, arma o guarda-sol e o pai cuidadoso deposita o seu filho deficiente sobre a toalha a beira-mar. Os demais irmãos correm, brincam na areia e os pais se desdobram em atenção a todos.

Até que, zelosos olhos maternos buscam o seu filho mais necessitado, não o encontrando mais sobre a toalha protegida pelo guarda-sol.
O ex-suicida rastejava pela areia em busca das águas, para tentar mais uma vez por fim à sua vida…

Oremos por esses espíritos: Pai… perdoai todos aqueles que irresponsavelmente atentam contra Si, pois a vida foi o Senhor que lhes deu, e ninguém pode tirá-la.


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