Depois de uma despedida regada a cerveja na redação, na noite da última quinta-feira, ao fim do fechamento do jornal, os profissionais da “Gazeta Mercantil” foram surpreendidos ontem ao voltar à empresa para assinar os avisos de férias, como a diretoria havia recomendado.
Em vez de férias, o termo referia-se à suspensão dos contratos de trabalho dos profissionais — o equivalente a uma carta de demissão —, que, em muitos casos, eles se recusaram a assinar. O Sindicato dos Jornalistas classificou o documento de “confuso e mal redigido”, o que colocaria os profissionais como “agentes” da rescisão.
Houve discussão com representantes da área de recursos humanos, e os profissionais deixaram a sede da empresa sem saber se a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), que pertence ao empresário Nelson Tanure e respondia pelas edições do jornal desde 2003, cumprirá o que foi acertado na véspera: pagar um mês de férias e mais o aviso prévio a todos os empregados que não forem realocados no grupo. Os salários de maio também deverão ser pagos. Informações d´O Globo







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