UE prevê queda de 4% na economia do bloco em 2009

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, estima que a recessão no bloco continuará ao menos até 2011, com uma queda nas 27 economias do bloco, incluindo as da zona do euro, de 4% em 2009, seguida de 0,1% em 2010.

O dado representa uma piora significativa em relação aos índices divulgados em janeiro, quando o órgão estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos 16 países da zona do euro iria sofrer uma retração de 1,9% este ano, seguida de um crescimento de 0,4% em 2010, e que a retração na economia do bloco como um todo se limitaria a 1,8%.

Entre as principais economias do bloco, Alemanha sofrerá a maior queda, de 5,4% do PIB, em contraste com um crescimento de 1,3% registrado em 2008.

A economia da Itália também deverá encolher mais que a média, em 4,4% do PIB, enquanto na Grã-Bretanha a queda é estimada em 3,8%, seguido de França e Espanha, ambos com 3%.

Durante a apresentação dos números, em Bruxelas, o comissário para Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquin Almunia, disse que “a economia europeia está sofrendo sua pior recessão desde o final de Segunda Guerra Mundial”, resultado do agravamento da crise financeira global, da forte redução do comércio mundial e da explosão da “bolha” do setor imobiliário em muitos países do bloco.

Ainda assim, Almunia disse confiar que “as medidas ambiciosas que vêm sendo tomadas por governos e bancos centrais devem possibilitar uma recuperação a partir do ano que vem”.

Reflexos

Segundo Almunia, a retração econômica causará a perda de 8,5 milhões de postos de trabalho em toda a UE nos próximos dois anos, elevando a taxa de desemprego ao total de 10,9% da população ativa em 2010, depois de um aumento de 2,5% este ano e 1,5% no ano seguinte.

O dado contrasta com o período anterior, entre 2006 e 2008, quando foram criados 9,5 milhões de empregos no bloco.

Outra consequência da recessão será o aumento do déficit público, que deverá passar dos 2,3% do PIB registrados em 2008 a 6% este ano e chegar a 7,3% em 2010.

Nos dezesseis países que usam o euro como moeda comum o déficit deve somar 5,3% do PIB em 2009 e passar a 6,5% no ano seguinte.


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