ONU diz que anemia falciforme é problema de saúde pública

No primeiro Dia Mundial de Conscientização sobre a doença, Ban Ki-moon pede melhorias para a saúde dos pacientes; grande maioria dos afetados vive em países em desenvolvimento.

 O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a governos, sociedade civil e parceiros da organização para ajudar a melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de anemia falciforme.

A doença, que é hereditária, afeta centenas de milhares de bebês todos os anos. A grande maioria vive nos países de rendimentos médio e baixo.

Morte Precoce

Segundo especialistas, a anemia falciforme causa a destruição crônica das células vermelhas provocando dor intensa, infecções e em alguns casos morte precoce.

Numa mensagem para marcar o primeiro Dia Mundial de Conscientização da doença, Ban Ki-moon elogiou a decisão da Assembleia Geral de reconhecer a anemia falciforme como um problema de saúde pública.

O médico do Serviço Interno de Saúde das Nações Unidas, Alexandre Lima, explicou à Rádio ONU a origem do nome da doença.

Foice

“A origem dela é muitas vezes relacionada com a genética e que ocorre com a forma com que a hemácia, que é a célula do sangue, é configurada. Então ela tem o formato de uma foice. Daí o nome de anemia falciforme”, afirmou.

Lima disse ainda que apesar de ser mais frequente na África, os processos de migração e miscigenação levaram a anemia falciforme a outras partes do mundo.

Preconceito

“Realmente a incidência maior é nos países da África. Mas também é encontrada na Europa e algumas vezes nos países da Ásia do sul, como a Índia.

Isso deve-se à migração e miscigenação.Com o passar do tempo, as pessoas que iam tendo contato com a África, contraíram o mesmo gene que é relacionado com a anemia falciforme”, disse.

Na mensagem, o Secretário-Geral afirmou que é preciso aumentar a informação sobre a doença. Segundo Ban, mais conhecimento sobre a anemia falciforme ajudará a eliminar os preconceitos com os pacientes.

*Com informações da Rádio ONU em Nova York.*


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