Estudo da OIT e do Pnud diz que cerca de 100 mil trabalhadoras da América Latina e do Caribe sofrem com falta de melhores políticas sociais de apoio às mulheres.
Um relatório das Nações Unidas revela que mais de 100 mil mulheres que trabalham na América Latina e no Caribe estão sofrendo com a falta de equilíbrio entre família e profissão.
O documento, divulgado nesta quinta-feira, em Genebra, na Suíça, sugere que a resposta adequada ao problema é um passo importante no progresso do equilíbrio entre os sexos.
Obrigação
O estudo “Trabalho e Família: Uma Nova Chamada às Políticas Públicas de Reconciliação com Co-Responsabilidade Social” foi preparado pela Organização Internacional do Trabalho, OIT, e pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud.
A representante da OIT no Brasil, Laís Abramo, que compareceu ao lançamento, disse à Rádio ONU, de Genebra, que o trabalho doméstico ainda é visto por muitos como uma obrigação feminina.
Faixa Etária
“Enquanto não houver um melhor equilíbrio das tarefas domésticas e não se superar a visão de que a mulher é, por excelência, a responsável pelo trabalho doméstico, não haverá as mesmas inserções de homens e mulheres no mercado de trabalho”, afirmou.
Segundo o relatório da ONU, 53% das mulheres latino-americanas e caribenhas estão trabalhando fora. Na faixa etária de 20 a 40 anos, a mão-de-obra feminina é de 70%.
Economia Informal
A falta de equilíbrio entre família e profissão causa problemas que afetam o desempenho, a estabilidade e o compromisso da mulher no emprego.
O relatório também mostrou políticas que têm dado certo em vários países. Mas de acordo com a OIT, muitas mulheres não recebem a cobertura por atuarem na economia informal.
O documento também alertou para a disparidade salarial de homens e mulheres. Em média, as trabalhadoras da América Latina recebem apenas 70% do ordenado de um empregado do sexo masculino.
Mercado
Para Laís Abramo, apesar da desvantagem existir em todo o mundo. Nos países em desenvolvimento, a situação é mais desfavorável.
“As mulheres se concentram em tipos de ocupação e profissões que são menos valorizadas no mercado de trabalho e por isso acabam recebendo menos. Este é um tema central em políticas de liberdade de gênero”, informou.
As duas agências da ONU recomendaram uma série de medidas e estratégias públicas, mas que também envolvem sindicatos, organizações sociais e trabalhadores.
Também participou do lançamento do relatório em Genebra, a ministra da Secretaria Especial de Política para Mulheres, Nilcéa Freire.
*Com informações da Rádio ONU em Nova York.
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