A Bahia, através do Projeto Cisternas, da Articulação do Semiárido Brasileiro, realizado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (SEDES), vem mostrando que é possível caminhar em direção a um semiárido sustentável e com qualidade de vida para a sua população.
Exemplo disso são as 7.250 cisternas de consumo humano e 475 de produção, construídas através do convênio, em 115 municípios baianos, com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e organizações da sociedade civil, o que tem proporcionado o acesso à água a 11.361 famílias, que estão sendo acompanhadas e capacitadas.
Até o momento, através do convênio, já foram capacitadas em gerenciamento de recursos hídricos 11. 239 famílias, que serão acompanhadas pelos 2.338 agentes comunitários de saúde também capacitados. Outra perspectiva do projeto é a qualificação de pedreiros. São 181 com conhecimentos técnicos necessários para a construção das cisternas de consumo humano e 83 em cisterna para produção, o quê representa um novo campo de atuação para esses profissionais.
Além dos resultados físicos, o mais importante é a consolidação de uma
política pública de convivência com o semiárido em nível estadual desde o ano de 2007. Segundo Danilo Chaves, coordenador técnico do Projeto Cisternas no Programa Água Para Todos da SEDES, essa parceria tem gerado experiências pioneiras e de muito sucesso, como a formação para agentes comunitários de saúde, a construção das cisternas de produção, o Projeto Cisternas nas Escolas e a ampliação e reforma de telhados.
“Todas essas ações colocam a experiência da Bahia na vanguarda da convivência com o Semiárido. Na nossa avaliação a caminhada se consolidou, mais ainda é necessário fazer muito pelo desenvolvimento do semiárido. É preciso ampliar os recursos e as ações, mesmo tendo se consolidado como uma política pública estadual, ainda estamos um pouco longe da universalização do acesso à água para o consumo humano e para a produção”, afirma Danilo Chaves. As perspectivas são de até 2010 o projeto chegar próximo à meta de 100 mil cisternas de consumo construídas.
*Com informação da Agência Mandacaru de Comunicação.









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