
Nunca, na história da Bahia, com certeza desde Tomé de Souza, se viu tanto fisiologismo na administração do estado. Para recompor a base aliada, em nome da tal governabilidade, o governador Jaques Wagner transformou o governo em um verdadeiro balcão de negócios: apoio parlamentar e político eleitoral virou moeda forte.
As barganhas, a troca de secretarias e outros cargos pelo alinhamento de partidos e parlamentares, estão sendo feitas abertamente, sem qualquer pudor. Não estamos falando apenas da tão propagada ideologia partidária, o fisiologismo é pior. Não se discute competência ou sequer aptidão para cargos na máquina do Estado, exige-se apenas apoio incondicional para o governo e para a reeleição, executando-se um projeto político sem medir conseqüências. Ex-adversários agora, sem qualquer justificativa, apenas na base da barganha, são aliados, são “amigos de infância”.
Que o Jaques Wagner não conhece a Bahia, nem conhece a nossa gente, a nossa história e as nossas tradições, isso é fato, mas não respeitar o senso crítico e subestimar a inteligência, menosprezando a capacidade crítica dos baianos, é demais. Governar com fisiologismo é governar com a incompetência, é deixar a Bahia refém da inoperância e do clientelismo político.
O povo não quer fisiologismo, quer compromissos com a Bahia, quer um governo que defenda nossa terra, que levante como principal bandeira o desenvolvimento do Estado.
*Por José Ronaldo é presidente do DEM/FS.










Deixe um comentário