A Folha de S. Paulo noticiou esta semana que, a pedido do Ministério Público de São Paulo, a Justiça indiciou o bispo Edir Macedo e outros integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro originário de doações de fiéis, dinheiro este que mais tarde teria sido utilizado na compra de canais de TV e rádio, entre outros negócios. Edir Macedo é fundador da IURD e proprietário da Rede Record.
O jornal O Globo explica: “O dinheiro dos fiéis era repassado a empresas de fachada ligadas à Universal, que mandavam os recursos para paraísos fiscais no exterior. O dinheiro voltava ao país para a compra de empresas de comunicação e outros bens”. A TV Record aparece como o segundo maior beneficiário das transferências originadas no exterior, logo depois da própria Igreja Universal, complementa o Estadão.
No mesmo dia da publicação da matéria da Folha (11), o Jornal Nacional exibiu uma longa reportagem sobre a ação criminal contra Edir Macedo e os outros líderes da igreja. Foi a origem da guerra travada esta semana pelos telejornais noturnos das duas emissoras, informa o blog da Veja Radar on-line.
Sentindo-se confrontado pela reportagem do Jornal Nacional, Edir Macedodecidiu revidar. Assim, o Jornal da Record, ironicamente apresentado por dois ex-globais, exibiu uma reportagem na quarta-feira (12) onde rebateu às denúncias, destacando os trabalhos sociais da IURD, e acusou a família Marinho, proprietária da Rede Globo, de usar a emissora para o “seu jogo de interesse”. Recorrendo a imagens de arquivo, o Jornal de Record vinculou a Globo a “acordos suspeitos, perseguições, dinheiro ilegal do exterior, apoio à ditadura militar, e até tentativas de fraudes em eleições”, e qualificou a reportagem do Jornal Nacional de “ataque direto e desesperado à sua principal concorrente, a Rede Record”.
Desde então, a troca de farpas continua. Em nota à Terra Magazine, a Central Globo de Comunicação disse estar dando ao caso Edir Macedo “tratamento equivalente” ao dado a outros fatos jornalísticos. Por sua vez, a central de comunicação da Rede Record declarou oficialmente que “não está atacando ninguém”, e sim respondendo às acusações da Rede Globo.
“O desfecho dessa história é ruim para os dois lados”, diz um editorial do Estado do Paraná. No entanto, para o jornalista Marcelo Carneiro da Cunha, o público pode tirar proveito disso: “Quando os grandes e enormes brigam, parte do muito que eles sabem e a gente não vem à tona”.
*Com informação do Centro Knight.
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