Jornalismo no balcão de negócios e a ópera bufa da Rede Globo

Romério Machado, autor do livro “Afundação Roberto Marinho”, em artigo publicado no Jornal do Brasil (23/08/2009) esclarece bastante a verdadeira natureza das denúncias da Rede Globo contra a Igreja Universal. Segundo ele, falta sinceridade no jornalismo da TV Globo. A campanha de acusações que a emissora vem fazendo contra a Igreja Universal é destituída das mais elementares noções de jornalismo ético. “Isso não tem nada a ver com jornalismo, tem a ver com jornalismo de balcão de negócios”.

Para ele, faltam “sinceridade e profissionalismo exatamente porque é uma campanha aberta, descarada, deslavada e com grosseiras e grotescas intenções de se albergar no jornalismo para fazer campanha editorial, como se jornalismo fosse”.

Escreveu Romério Machado: “Fossem honestas e sinceras as acusações da Globo, e estariam sendo acusados, no mesmo tom e com a mesma intensidade, os principais líderes evangélicos e as maiores denominações evangélicas, adeptos da teologia da prosperidade. A começar pela santíssima trindade dessa teologia: Morris Cerullo, Silas Malafaia e Mike Murdock, que têm como palavra de Deus a bíblia da vitória financeira, onde a máxima é de que os fiéis devem doar com expectativa de retorno, como o agricultor que planta uma semente na esperança da colheita, e que o dízimo de Malaquias é lei”.

E por que a Globo não ataca Silas Malafaia, R.R. Soares, Valdomiro Santiago e um infindável número de líderes evangélicos da mesma linha de Edir Macedo?

Basicamente porque eles são clientes das empresas de televisão e interessa à Globo que estes clientes continuem comprando horários em emissoras menores, por dois motivos básicos: as emissoras menores jamais serão grandes, pois sempre vai faltar qualidade na programação e produção de conteúdo competitivo, quanto mais igrejolas comprarem horários de televisão, melhor, pois pulveriza qualquer possibilidade de concentração que possa incomodar as televisões maiores.

Segundo ainda Romério Machado, jornalismo à parte, a Globo faz uma aberta e quase suicida campanha orquestrada contra a concorrência, suíte sobre suíte, entrincheirada e escudada pelo bom nome dos jornalistas reféns de interesses maiores do jornalista-empresário. E foi com este mesmo espírito menor e mesquinho, de balcão de negócios, onde o jornalismo passa a ser comandado pelo caixa e não pelo editor, que a Globo empreendeu feroz campanha contra a LBV e a Fundação José de Paiva Netto, por uma única razão: eles haviam conseguido o canal 26 em São Paulo – que a Globo tanto queria para seu canal Futura.

“A emissora não tem outro objetivo senão impedir o crescimento da Rede Record, haja vista a ascensão significativa da rede, dando banhos e banhos de audiência numa Globo mambembe, envelhecida, sem criatividade, sem brilho e sem o velho padrão de qualidade”.

(…)Tudo isso fez com que a Globo pusesse uma máscara de seriedade para encenar uma ópra bufa. (…) o alvo era a Rede Record (…) Isso não é jornalismo, isso é balcão de negócios. Chega ser triste ver respeitáveis jornalistas trocarem o jornalismo pela notícia cenográfica.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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