O passado e o presente político

O mundo dá muitas voltas. Mas deveria ser para melhorar o caráter das pessoas. A política, infelizmente, é a arte da trapaça, dos compadrios espúrios e dos interesses inconfessáveis que conspurcam a imagem dos políticos, do Parlamento e da Nação. O cidadão brasileiro, trabalhador, sem comprometimento político ou partidário, que é diariamente esfolado por tanto imposto cobrado para manter indecorosos políticos em atividade usufruindo as benesses públicas, já está cansado com essa pouca-vergonha que permeia a nossa classe política sem caráter e trapaceira. Em dados momentos, os adversários políticos se odeiam e se xingam; em outros, se irmanam audaciosamente, porque os interesses políticos (sujos) revelam a trapaça recôndita em que se transforma a política.

Vejam as nuanças do cenário político brasileiro com as suas metamorfoses: o ex-presidente Fernando Collor de Melo por muito menos corrupção em seu governo foi defenestrado do poder com a participação dos cara-pintadas; o presidente Lula defende a imoralidade corrupta de seu governo, blinda José Sarney, e os cara-pintadas não mais aparecem para pedir a sua exclusão, porque a UNE está hoje subvencionada pelo governo federal; o José Sarney, uma vergonha unânime nacional de imoralidade pública, está sendo defendido pelo Lula, pelo Renan Calheiros e pelo senhor Collor de Mello, e não mais existem os cara-pintadas para exigir a cassação de seu mandato.

Assim, a gente fica perplexo ao ver hoje Lula, Collor e Sarney de aliança feita. Essa realidade nos leva a dizer que a política é a arte da trapaça; a arte de conquistar e manter o poder a qualquer preço. E é com essa finalidade que se disputam eleições no Brasil. A luta pelo poder inebria tanto o ego do político que as punhaladas maquiavélicas do passado se tornaram indolores, como se pode observar na presente aliança Lula, Collor e Sarney, antigos desafetos políticos.


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