Senadores debatem nova estatal do petróleo com especialistas em energia

A criação de uma nova estatal para comandar a exploração do petróleo e do gás natural da chamada camada do pré-sal foi o principal assunto levantado pelos senadores em debate com os especialistas convidados para audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), na noite desta segunda-feira (24/08/2009), que teve como tema “Energia: recursos energéticos e desafios estratégicos”.

Presidente da CI, o senador Fernando Collor (PTB-AL) questionou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia (MME), Maurício Tiomno Tolmasquim, sobre a necessidade de uma nova estatal para exploração do pré-sal. Collor observou que os recursos provenientes do pré-sal poderão ser usados em projetos de infraestrutura e educação, com o objetivo de alavancar o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

– É importante que haja uma entidade que zele pelos interesses da União. Será esse o papel dessa estatal. Sem dúvida, a ideia é que os recursos do pré-sal sirvam para ajudar a sanar a grande dívida social que esse país tem com uma parte da população – afirmou Tolmasquim.

O presidente da EPE também informou que a Petrobras já tem tecnologia suficiente para a exploração da camada de pré-sal, porém está buscando o aperfeiçoando dessa tecnologia, para diminuir os custos dessa extração.

Já o senador Delcídio Amaral (PT-MS) concordou com a importância da termoeletricidade na matriz energética brasileira, destacada pelos palestrantes. Para ele, “o embate entre meio ambiente e desenvolvimento deve ser repensado”, porém, salientou, sem fugir do conceito de sustentabilidade, sem deixar de lado a preservação ambiental e diminuindo-se a emissão de gases poluentes.

Delcídio frisou ainda que o crescimento da produção de etanol não deve prejudicar a produção de alimentos, como afirmam alguns especialistas. O senador disse que a matriz energética brasileira “é impecável” e deve continuar sendo o mais ampla possível, inclusive com energia nuclear. Ele também frisou a importância do incremento da tecnologia nacional como, por exemplo, em geradores de energia eólica.

Para ele, a produção energética brasileira é prejudicada pela alta carga de tributos cobrados no país.

Também participaram dos debates os senadores Heráclito Fortes (DEM-PI) e Mão Santa (PMDB-PI). O próximo painel da CI será realizado na segunda-feira (31), às 18h, com o tema “Petróleo, etanol e biocombustíveis: diferenciais estratégicos”.

*Com informação da Agência Senado.


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