Enaltecido à época da sua criação foi o futurismo high-tech das instalações do museu. Passados pouco mais de três aninhos, tal tecnologia já está defasada.
Inaugurado com toda pompa e circunstância, em março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa, no esplêndido edifício da Estação da Luz, em São Paulo-SP, decepciona.
Nós, que lutamos com palavras a luta mais vã e continuamos lutando mal rompe a manhã, nos sentimos frustrados com o tratamento raso que é dado a língua pátria e a nossa literatura. O conteúdo temático de tal museu mas parece uma aula de ensino fundamental ou cursinho preparatório ao vestibular.
É muito pouco citar os poetas Gregório de Matos & Gonçalves Dias & alguns outros poucos ícones obrigatórios da escolaridade formal e achar que se está trazendo contribuições à educação, isto é, agregando valor. Repito: é muito pouco.
Enaltecido à época da sua criação foi o futurismo high-tech das instalações do museu. Passados pouco mais de três aninhos, tal tecnologia já está defasada, inferior a qualquer lap top de criança; e é um incômodo a pouca luminosidade da área para fazer funcionar os já anacrônicos aparelhos data show, na atualidade da tela LCD.
O uso inadequado do espaço enfeia o belo edifício da Estação da Luz, escondendo as suas linhas e seus vitrais em art déco, escurecendo o prédio e o camuflando internamente com horrorosos tapumes.
Uma instalação visual-futurística, ao qual o visitante é encerrado após ver um breve documentário cinematográfico, e que tem um renomado poeta baiano como um dos criadores, segue a superficialidade do conteúdo temático, apesar das citações ao nosso saudoso Dorival Caymmi e a sempre bela voz da cantora Maria Bethania.
Espero que estas mal tecladas linhas não sejam apenas idiossincrasias de um rabugento blogueiro. Por isso, passeando pela paulicéia visitem o Museu da Língua Portuguesa e tirem as suas próprias conclusões.
Ah mas antes não deixem de visitar a Pinacoteca logo ali ao lado; obrigatório é a freqüência ao Museu Afro Brasil (Parque do Ibirapuera) dirigido pelo ilustre santamarense Emanoel Araujo. Estes sim, dois grandes equipamentos culturais dignos da megalópole paulista.










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