Embaixadora dos EUA na ONU pede moderação de Khadafi em Nova York

A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice, pediu ao líder líbio, Muamar Khadafi, que modere seu comportamento durante a Assembleia Geral da Organização em Nova York, agendada para o final de setembro.

  Segundo ela, quase todos os americanos se sentiram ofendidos pela recepção festiva que marcou o retorno de Abdelbaset Ali Mohammed Al-Megrahi, único acusado pelo atentado de Lockerbie, à Líbia.

Megrahi, de 57 anos, foi condenado à prisão perpétua em janeiro de 2001 por ter participado do ataque a bomba contra o voo 103 da Pan American World Airways, que explodiu quando sobrevoava a cidade escocesa de Lockerbie em 1988, matando 270 pessoas – 189 delas americanas.

Ele foi libertado no último dia 21 por questões humanitárias, já que tem câncer na próstata em estágio terminal, e imediatamente voltou à Líbia, onde foi recebido como um herói.

Rice afirmou que maneira como Khadfi decidir se comportar durante a Assembleia da ONU “tem o potencial de exacerbar, ou não, os sentimentos” dos americanos sobre a recepção de Megrahi no país.

“É uma ferida aberta, é muito sensível para todos os americanos”, disse.

O discurso de Khadafi na Assembléia da ONU deve ocorrer no dia 23 de setembro, logo após as declarações do presidente dos EUA, Barack Obama.

Investigação

Segundo o editor da BBC na América do Norte, Mark Mardell, está claro que o Departamento de Estado americano não pretende punir o governo britânico por ter libertado Megrahi.

Mas ele afirma que alguns políticos americanos querem saber mais sobre as razões que levaram o governo escocês a decidir que o acusado seria libertado e poderia voltar ao país de origem.

O senador Frank Lautenberg, conhecido das famílias de algumas das vítimas do atentado, pediu uma audiência no Congresso sobre a libertação e pediu ainda explicações sobre a alegação de que a decisão teria sido tomada com base num possível contrato petroleiro lucrativo para a Grã-Bretanha.

Lautenberg afirmou que não estava fazendo acusações contra o governo britânico ou procurando confrontação, mas quer descobrir a razão da mudança que foi “confusa e ofensiva”.

Na quarta-feira, o Parlamento escocês votou pela rejeição da decisão sobre a libertação de Megrahi.

*Com informação do BBCBrasil.


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