No feriadão de sete de setembro estive em Corupá – e foi um susto muito grande acordar de madrugada do dia oito com o barulho da força do vento, coisas batendo e quebrando, muita chuva. No dia seguinte, ao andar pela cidade e pelas cidades vizinhas, vi o que o vento fortíssimo havia feito: telhados destruídos, árvores arrancadas ou partidas, construções no chão, além de postes e out-doors lançados por terra. Vendo os telejornais, vi que não fora só ali o caos com tanto vento e tanta chuva. Em quase toda Santa Catarina, tornados haviam passado e deixado rastros de destruição. Ventos de mais de cem quilômetros horários distribuíram pânico e até morte pelo sul e sudeste do nosso Brasil e também na Argentina.
E vi a chuva caindo, aumentando o risco de novos deslizamentos, aumentando a angústia daqueles que têm suas casas em locais de risco.
Lembrei que aquela fora justamente a madrugada seguinte a do dia 7 de setembro, quando deveríamos ter comemorado a nossa independência, a liberdade de todo cidadão e pareceu ironia aquela situação de tragédia. A natureza, mais uma vez, nos alertava para o fato de que não estávamos cuidando direito do meio-ambiente. Que podemos ser livres, sim, mas nosso direito vai até onde começa o direito do outro. E não estamos respeitando o nosso planeta, o lugar onde vivemos.
E a natureza apela, mais uma vez, para que o ser humano repense as suas ações neste nosso mundo, para que ele não sucumba de vez com tanta poluição, tanto descaso, tanta irresponsabilidade, e lamenta: “Sinto muito pela dor que este tempo tão diverso está causando, mas ele está assim porque o homem, o ser humano, não tem se preocupado com o meio-ambiente – com o ar, com a terra, com a água, que são a sua vida. A poluição acumulada, não contida há tanto tempo, é que descontrolou o clima. A ganância desmesurada fez com que se fechasse os olhos às agressões contínuas ao meio-ambiente. E isso resulta nas tragédias que estão acontecendo ao redor do mundo. O homem precisa respeitar mais e proteger a natureza para ser protegido.”
A natureza está dando o seu recado, disso não há a menor dúvida. Nós, homens, sábios homens, precisamos nos conscientizar, o mais rápido possível – esperemos que não seja tarde demais – de que é preciso fazer alguma coisa, tomar atitudes para que salvemos o nosso planeta Terra.
Sobre o autor: Luiz Carlos Amorim é Coordenador do Grupo Literário A ILHA em SC, com 29 anos de atividades e editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento LIterário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros. Editor de conteúdo do portal PROSA, POESIA & CIA. e autor de 25 livros de crônicas, contos e poemas, três deles publicados no exterior. Colaborador de revistas e jornais no Brasil e exterior – tem trabalhos publicados na Índia, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha, Itália, Cabo Verde e outros, e obras traduzidas para o inglês, espanhol, bengalês, grego, russo, italiano -, além de colaborar com vários portais de informação e cultura na Internet, como Rio Total, Telescópio, Cronópios, Alla de Cuervo, Usina de Letras, etc.
O autor assina, também, o Blog CRONICA DO DIA, em Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.
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