Não é um fato isolado do distante estado do Acre. É a parte podre da realidade política nacional. O coronel da Polícia Militar e deputado cassado Hildebrando Pascoal começou a ser julgado nesta segunda-feira (21/09/2009) em Rio Branco (AC) por causa do crime da motosserra juntamente com o dentista Pedro Pascoal (irmão dele), o fiscal de tributos Adão Libório (primo) e o ex-sargento da PM Alex Fernandes.
O mecânico Agilson Firmino dos Santos, o Baiano, vítima de uma sessão de tortura, foi assassinado porque ajudou o assassino de Itamar Pascoal (irmão de Hildebrando) a fugir. Ainda vivo, baiano teve seus olhos perfurados, braços, pernas e pênis amputados com a utilização de uma motosserra, além de um prego cravado em sua testa e vários tiros na cabeça.
Wilder, filho de Baiano, de 13 anos, que era expecional, também foi torturado até a morte para revelar o paradeiro do pai. Clerisnar, mulher do assassino de Itamar Pascoal, chegou a ser sequestrada com duas crianças e levada para São Paulo.
Na noite de segunda-feira, Pascoal demorou quase quatro horas para expor a biografia dele e de familiares e se declarou preso político no Acre.
O ex-coronel da Polícia Militar do Acre responsabilizou o ex-governador Jorge Viana, o ex-procurador-geral da República no Acre, Luiz Francisco Fernandes de Souza, além do desembargador Gercino José da Silva, ex-presidente do Tribunal de Justiça e atual Ouvidor Agrário Nacional, como agentes de sua perseguição política.
Na verdade estamos frente a três heróis nacionais – Jorge Viana, Luiz Francisco e Gercino José da Silva – que peitaram e venceram o crime organizado no Acre. Faltam homens assim nos demais estados da Federação.
*Com informação do Site http://altino.blogspot.com/.







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