ACM Junior questiona: Que benefícios traria para o MERCOSUL a figura personalista e pseudo-nacionalista do presidente Hugo Chaves?

ACM Junior: O chavismo é a negação do MERCOSUL, temos que ter cuidado. Discutiremos esse assunto aqui no senado porque movimentos errados podem levar a resultados indesejados.
ACM Junior: O chavismo é a negação do MERCOSUL, temos que ter cuidado. Discutiremos esse assunto aqui no senado porque movimentos errados podem levar a resultados indesejados.

A possibilidade de entrada da Venezuela no bloco comercial levanta muitos questionamentos e foi analisada pelo senador Antonio Carlos Junior (DEM/BA) no plenário desta quarta-feira (04/11/2009). O assunto, extremamente polêmico, vai ser discutido na próxima semana no plenário do Senado Federal. Para ACM Junior, o MERCOSUL já tem problemas suficientes a serem resolvidos e seria temerário trazer para o bloco um presidente que utiliza meios antidemocráticos em seu governo.

– O foco da discussão deve ser avaliar que benefícios a Venezuela trará ao MERCOSUL e ao Brasil. E também analisar qual será o grau de intervenção de Chaves no bloco,  principalmente porque ele vai ter poder de veto sobre qualquer decisão que venha a ser tomada – lembrou o senador.

Antonio Carlos disse não acreditar que o MERCOSUL fique fortalecido com a adesão da Venezuela ao bloco e tem dúvidas quanto ao fato de a presença da Venezuela trazer benefícios para empresas brasileiras.

– É possível que a entrada do país traga benefícios econômicos, especialmente ao Brasil. Afinal, desde 2007 somos o segundo parceiro deles, atrás apenas dos EUA, ironicamente o maior parceiro comercial da Venezuela. Mas podemos considerar confiáveis marcos regulatórios e institucionais que tenham como fiador o presidente venezuelano? – avaliou.

Analisando os prós e contras da entrada da Venezuela, Antonio Carlos Junior não concorda com a premissa de que os interesses daquele país devem estar acima da conjuntura política venezuelana. Para ele, a Venezuela pretende integrar o MERCOSUL por razões diferentes das que motivam aqueles que defendem o seu ingresso.

– Na verdade, a Venezuela no MERCOSUL será a passaporte para que o presidente venezuelano passe a utilizar o bloco em seu proselitismo, para exportar suas idéias e práticas antidemocráticas como, aliás, ele já faz com a Alba (Aliança Bolivariana para as Américas) e com a Unasul (União das Nações-Sulamericanas). – informou ACM Junior.

Antonio Carlos comparou as diferenças entre as expectativas dos países, políticos, analistas, empresários e a intenção da Venezuela.

– A maioria dos que defendem a entrada da Venezuela no MERCOSUL vêem neste ingresso uma oportunidade de fortalecimento econômico do bloco e, claro, das economias que o integram. Já a Venezuela vê no MERCOSUL a oportunidade de ampliar a sua influência política na América do Sul – disse.

Finalizando, ele alertou os que vão discutir o assunto aqui no Senado. O chavismo é a negação do MERCOSUL, temos que ter cuidado. Discutiremos esse assunto aqui no senado porque movimentos errados podem levar a resultados indesejados. Chamo atenção para a gravidade do assunto que trataremos na semana que vem- completou ACM Junior.


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