Tiroteio na maior base militar dos EUA deixa 12 mortos

O presidente norte-americano, Barack Obama, classificou o tiroteio como "uma horrível explosão de violência".
O presidente norte-americano, Barack Obama, classificou o tiroteio como “uma horrível explosão de violência”.

Psiquiatra do Exército americano atira contra soldados na maior base militar dos EUA, matando 12 pessoas e ferindo outras 31. Autor da chacina está hospitalizado em situação estável.

Um psiquiatra do Exército dos EUA que trabalha na assistência a soldados feridos em guerras no exterior abriu fogo com duas pistolas nesta quinta-feira (05/11/2009) contra soldados na base militar de Fort Hood, no Texas, matando 12 pessoas e ferindo 31.

Funcionários do Exército americano identificaram o atirador como sendo o major Nidal Malik Hasan. Um primo do atirador, Nader Hasan, disse à emissora de televisão Fox que ele teria recebido ordens para passar um período no Iraque e estaria resistindo a cumpri-las.

O Exército informara inicialmente que o atirador fora morto durante o tiroteio, mas depois um porta-voz corrigiu a informação, dizendo que o homem estava ferido, mas em situação estável.

O presidente norte-americano, Barack Obama, classificou o tiroteio como “uma horrível explosão de violência”, prometendo uma explicação para o incidente. “Iremos, sem qualquer dúvida, procurar obter respostas para cada questão sobre este horrível incidente”, comprometeu-se Obama em Washington.

Segundo o Exército dos EUA, o atirador abriu fogo às 13h30 locais no Centro de Preparação de Soldados, onde militares que serão enviados ao exterior são submetidos aos últimos controles médicos.

Nader Hasan disse que seu primo era um muçulmano nascido nos Estados Unidos que entrou no Exército logo após os estudos secundários. Ele trabalhava como psiquiatra no Centro Médico Walter Reed do Exército, em Washington D.C. O local oferece tratamento aos efetivos feridos em combate.

Fort Hood é a maior base militar dos Estados Unidos, com 880 quilômetros quadrados, área equivalente à da cidade de Nova York. O local abriga cerca de 52 mil soldados e milhares de civis.

*Com informações de Deutsche Welle


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