Ministro do Meio-Ambiente do Brasil, Carlos Minc, diz em Copenhague que o novo foco do país é o combate ao desmatamento do cerrado que, segundo ele, foi o dobro do que o registrado na Amazônia nos últimos seis anos.
O Brasil não vai aceitar a rivalidade que estão querendo criar entre os países emergentes e os mais pobres. A afirmação foi feita pelo Ministro do Meio-Ambiente, Carlos Minc, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira em Copenhague, que abordou o papel do país na redução da emissão de gases de efeito estufa.
Metas
O ministro afirmou que o Brasil já está investindo cerca de US$200 milhões, R$350 milhões, em apoio a outras regiões da América Latina e da África para combater a desertificação, recursos hídricos de recuperação de áreas degradadas e monitoramento.
Ele questionou o papel dos países ricos nas discussões sobre as metas relativas a cortes de poluentes.
“Antes dos países ricos colocarem o dinheiro na mesa e colocarem suas metas me parece que é uma cortina de fumaça você já querer que cada um dos em desenvolvimento coloque algum em cima da mesa como se fosse um caça-níquel”, afirmou.
Minc disse que uma possível divisão entre os mais pobres e os emergentes facilita os países ricos a não cumprirem compromissos assumidos.
Amazônia
O ministro lembrou que o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento da Amazônia nos últimos anos, com queda prevista este ano de 30%, e de 20% em 2010. Minc afirmou que entre as novas prioridades do governo estão o cerrado brasileiro.
“No cerrado é muito mais difícil quebrar o desmatamento. Primeiro por causa do agronegócio, que é a área onde o agronegócio é mais forte. Segundo porque a lei é diferente, a reserva legal no cerrado é de 20%, em alguns lugares de 35%. O sujeito pode desmatar muito legalmente”.
Segundo o ministro a média de desmatamento do cerrado nos últimos seis anos foi o dobro do que o registrado na Amazônia. Ele anunciou que o governo vai criar em março do ano que vem o Fundo Cerrado, para implementar medidas de ação.
Carlos Minc disse que o Ministério do Meio-Ambiente estima que o Brasil vai precisar de US$ 5,7 bilhões, R$10 bilhões por ano para cumprir as metas do país de redução de emissão de gases.
*Com informação da Rádio ONU em Nova York.
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