Relatório da FAO mostra que, em novembro, a escalada de preços atingiu produtos como cereais, carne e açúcar; só os laticínios tiveram alta de 80% desde fevereiro, com aumento principalmente no leite em pó.
Os preços globais dos alimentos continuaram em alta em novembro pelo 4º mês consecutivo, como revela relatório publicado nesta quarta-feira em Roma pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.
O índice alimentar da FAO inclui uma cesta básica composta por cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar. A pesquisa mostra que, apesar dos resultados, as condições de mercado atuais são diferentes das que desencadearam uma crise há dois anos.
Pico
Só os preços dos laticínios tiveram alta de 80% desde fevereiro, com aumento principalmente no leite em pó.
O indicador registrou média de 168 pontos no mês passado, o maior número desde setembro de 2008 mas abaixo do pico observado em junho do mesmo ano.
Baixos níveis de estoques mundiais de cereais, quebras de safra em grandes países exportadores, crescimento rápido na demanda por commodities para biocombustíveis e escalada nos valores do petróleo foram alguns dos fatores que deram início à crise em 2007.
Recente
A FAO afirma que medidas observadas este ano, como as restrições de exportação, dólar fraco com maior especulação e fundos de investimentos em commodities por trás do enorme excesso de liquidez global contribuíram para o recente aumento nos preços dos alimentos.
Segundo o diretor-geral adjunto de Desenvolvimento Social e Econômico da FAO, Hafez Ghanem, os estoques de cereais voltaram a crescer e uma situação saudável nesse sentido aliada a boas perspectivas de produção reduzem o risco de grandes altas nos próximos seis meses.
*Com informação da Rádio ONU em Nova York.
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